Não há colheita sem semeadura. Não há sucesso sem trabalho. O acaso não define o fato de todos os olhares do Mercosul terem se voltado para uma cidade no interior do estado mais ao Sul do Brasil. O que define a projeção de Bento Gonçalves é justamente o espírito que deve nortear todo encontro de líderes, seja da América Latina ou de qualquer lugar do mundo: a convergência. Convergir não significa concordar em tudo. Significa respeitar as diferenças, mas valorizar o que nos une – aquilo que representa o bem de todos.

 

Ao receber a 55ª Cúpula de Chefes de Estado do bloco, que reúne Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, Bento Gonçalves consagra um crescimento econômico e de representatividade política construído a muitas mãos. Um processo que deixou de lado questões partidárias, predileções pessoais e pequenas disputas. É o retrato do provérbio que diz que “quando a maré sobe, todos barcos sobem juntos”.

 

Enquanto outros setores perdem expressão graças a conflitos e brigas desnecessárias, Bento Gonçalves apostou na convergência, na certeza de que trabalhar junto melhora a vida de todos. A Prefeitura buscou a profissionalização da gestão, facilitando o dia a dia do cidadão e de quem produz. As forças produtivas integraram esforços para gerar e atrair investimentos. E os cidadãos abraçaram e se apropriaram do que sempre foi seu. Essa coalização gera uma força irrefreável e um firme senso de comunidade. Recente pesquisa realizada no município mostrou que 100% dos cidadãos têm orgulho de morar aqui.

 

Que o esforço para convergir – tão presente no nosso Vale – sirva de inspiração para os próximos passos do Mercosul. Que entre esquerda e direita, nossos líderes decidam olhar para frente. Que as pautas ideológicas sejam substituídas por pautas de estímulo à economia, à geração de oportunidades e de justiça social. Precisamos semear união para, amanhã, colhermos desenvolvimento.

 

*Prefeito de Bento Gonçalves