Eis aí o grande desafio por que passa toda humanidade. Sem cor, raça ou classe social, todos estão atônitos com o que assistem. Lá se vão projetos pessoais e profissionais. Olhar pela janela o mundo lá fora, foi o que restou. Momento único proporcionado por Deus para que o ser humano faça uma reflexão sobre sua vida até os dias de hoje. Repensar atos e repaginar suas ações cada vez mais cobradas por quem passa pela calçada. Ser solidário com o próximo e abandonar a discussão política, religiosa e sexual que contaminam redes sociais pelo mundo afora. Ao final disso tudo, o balanço será dolorido.

No Brasil vemos a política degladiando com a ciência e vice versa. Não é momento para desagregar ambiente algum. Todos estão tensos com o que poderá vir pela frente. Em aspectos gerais, o ano de 2020 já se foi. Não se projeta nada mais diante dessa pandemia tsunamica que assolou todos. Já comprometida em gênero, número e grau, contas públicas já comprometem investimentos que estão no papel desde muito tempo. O mundo se vê num labirinto onde a saída foi camuflada pela ventania. O nosso labirinto é mais denso. Teremos (?) eleições em outubro. Até lá muitos respiradores serão necessários. Discute-se no auge do clímax pandemico, tirar ou não o Presidente da República.

Nesse mesmo clímax é ouvido inúmeras frases de efeito. Raciocinar é preciso. Não é com o som das panelas que irá embalar a marcha fúnebre desejada. A ciência é a única autoridade de plantão para salvaguardar a vida do ser humano. Ou se acredita nela ou joga-se a toalha. Vidas em risco não são respostas para essa pandemia. Preservar vidas para que a roda do consumo torne a girar, é a regra unica que esta imposta. Todo governante precisa ouvir seu povo sem colocar suas vidas em risco, mesmo que a praça esteja ecoando aplausos. São sábios os caminhos que Deus traçou para a humanidade. Entende-los faz parte de cada ser humano seja ele de quem for. Vamos superar tudo isso para sermos melhores entre nós. O risco de esperança no ar é o suspiro de alento para quem acredita nela. Para quem não acredita, fica a indecência com que trata a humanidade.

Artigo: João Carlos Silva, articulista e consultor.