Até quando?

Especialistas em falcatruas, espalhados de Norte a Sul, misturam o público com o privado, fazendo com que haja negação da verdadeira política. O descrédito impede o diálogo e a construção de consensos, circunstâncias que impulsionam países civilizados.

Deu certo

Fala-se muito, hoje, em um grande plano de auxílio aos países mais atingidos pela pandemia com recursos que deveriam sair da China.

O governo norte-americano, a 4 de junho de 1947, lançou o Plano Marshall. Com aporte de 13 bilhões de dólares, participou da recuperação da Europa, destruída durante a Segunda Guerra Mundial. Após cinco anos, o êxito ficou comprovado.

Diferença

A 13 de março de 1961, o presidente John Kennedy reprisou a fórmula com o programa Aliança para o Progresso. Destinava-se a acelerar o desenvolvimento econômico e social da América Latina. Para isso, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a liberação de 20 bilhões de dólares. Dez anos depois, o governo norte-americano chegou à conclusão: o dinheiro escoou pelo ralo da corrupção nos países beneficiados.

Outro exemplo

Na década de 1970, países ricos se uniram, destinando 700 bilhões de dólares para que os integrantes do Terceiro Mundo tivessem possibilidade de atingir bons patamares de desenvolvimento. Mais uma vez, caiu na peneira dos desvios. Comprovou que a maioria dos governantes de países pobres pensa mais no aumento de suas fortunas pessoais do que nas necessidades dos povos humildes.

Sem precedentes

Analistas não criam nuvens de fumaça e apontam os problemas que amedrontam o mundo, além da pandemia: empresas endividadas, grande desemprego, risco da falta de crédito, espectro de crise cambial, colapso da demanda e política econômica desnorteada.

É o jogo

Com a nomeação do deputado federal Fábio Faria para o Ministério das Comunicações, o presidente Bolsonaro acerta dois alvos: o apoio do Centrão, que detém 260 votos na Câmara, e maior aproximação com o empresário Sílvio Santos, seu aliado.

Está desperto

O governador de São Paulo, João Doria, não dorme nas palhas. Ontem, anunciou a parceria entre o Instituto Butantan e um laboratório chinês para a produção de uma vacina contra o novo coronavírus. Se o plano der certo, vai se tornar concorrente fortíssimo à Presidência da República.

Dinheiro jogado fora

De 1979 a 1982, quando foi governador, Paulo Maluf insistiu com a Paulipetro, empresa que pretendia extrair petróleo e gás na bacia do rio Paraná. Era o marketing para concorrer ao Palácio do Planalto. Nada foi encontrado. Os gastos em valores atualizados chegaram a 4 bilhões de reais. Sentença da Justiça mandou Maluf ressarcir, o que não ocorreu até hoje.

Sonhos e frustrações

Aos que concorrerão às prefeituras com planos de grande porte, é preciso lembrar o que a prática demonstra: a administração municipal, da manhã à noite, busca a solução dos problemas imediatos de dimensões pequenas, mas que ocupam o dia inteiro.

Radiografia

Às vésperas de cada eleição municipal, este colunista relembra o escritor Graciliano Ramos. Em 1927, foi escolhido para o cargo de prefeito de Palmeira dos Índios, município do interior de Alagoas, distante 136 quilômetros de Maceió. Ficou no cargo por dois anos e preferiu renunciar.

Os relatórios de Graciliano se tornaram famosos. Um deles: “Dos funcionários que encontrei, restam poucos. Saíram os que faziam política e os que não faziam coisa nenhuma. Os atuais não se metem onde não são necessários, cumprem suas obrigações e, sobretudo, não enganam em contas.”

Idênticos

Ocorre no Brasil e em qualquer país do mundo: a fúria dos extremistas esconde mal a ignorância autoritária que os domina.

Há 30 anos

A 12 de junho de 1990, o Parlamento da Federação Russa, a maior das 15 repúblicas da União Soviética, aprovou por 907 votos a 13 e nove abstenções, a declaração de soberania que proclamou o direito de se separar da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Foi uma vitória pessoal do presidente da Rússia, Boris Yeltsin, e representou um desafio a mais para Mikhail Gorbachev, presidente da URSS.

Compartilhe essa notícia: