Se a situação estava ruim para conter a inflação ficou pior ainda após o aumento no preço do óleo diesel. Com a posição irredutível da Petrobras na política de preços, o efeito cascata anima, sobretudo, os oportunistas. Para a direção da estatal, importa que vai subir a arrecadação de impostos e o governo terá mais dinheiro para aplicar. Que conversa…

Bateu forte

O presidente Jair Bolsonaro, semana passada, disparou nas redes sociais:

“Sei que têm acionistas. Mas quem são os acionistas? Fundos de pensões dos Estados Unidos. Nós estamos bancando pensões gordas nos Estados Unidos. Petrobras, estamos em guerra. Petrobras, não aumente mais o preço dos combustíveis. O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo. Vocês não podem aumentar mais os preços dos combustíveis.”

Repete-se a cena

A disputa acirrada por vaga nas nominatas das eleições proporcionais demonstra que muitos não conseguem enxergar acima e além da própria ambição. A maioria dos que concorrerão pela primeira vez desconhece as pedreiras que enfrentarão para obter voto

Deu no site

“Fernando Haddad diz que espera contar com Alckmin no seu palanque para campanha ao governo de São Paulo.”

Por que não? O novo socialista está fardado para repetir a célebre frase: “Esqueçam o que eu disse no passado.”

Verdadeiro escárnio

Até 2006, as convocações extraordinárias do Congresso Nacional eram frequentes, ao custo de R$ 100 milhões. Dava a impressão de que o dinheiro nascia em árvores. A tática não mudava: projetos de alguma importância deixavam de ser votados nas sessões normais, motivando o retorno dos parlamentares a Brasília no período de férias. Funcionou a pressão da opinião pública para acabar com desperdício.

Tom monótono

A propaganda partidária em rádio e na TV , que retornou neste semestre, consagrou a arte dor vazio e do oco. Mesmo que líderes levem suas cordas vocais à exaustão. Desperdiçam o tempo com parolagens.  Depois, tentam se equilibrar no trapézio, fazendo piruetas.  Encenações que rememoram a patusca ópera-bufa.

Mudem o lado do disco

Direções partidárias precisarão combater as causas que levam o eleitorado ao desinteresse e que podem ser encontradas nos tradicionais vícios que caracterizam a garimpagem dos votos. Misturam posturas clientelistas com promessas fantasiosas.

Não disfarçam

O Brasil vive um pluripartidarismo de fachada. Das 33 siglas registradas na Justiça eleitoral, cinco e ou seis têm fundamentação ideológica e programática. Mais 40 estão na fila para se legalizarem.

Absurdo

O site quantocustaobrasil.com.br superou ontem a marca dos R$ 222 bilhões. Foi o valor sonegado em impostos desde 1º de janeiro deste ano. O acompanhamento é iniciativa elogiável do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional. O volume de dinheiro desviado não sensibiliza Executivo e Legislativo a cumprir promessa feita há mais de 30 anos: concretizar a reforma tributária.

Desrespeito

Para fugir da obrigatoriedade de usar o 0303 no prefixo, empresas de telemarketing que oferecem produtos e serviços, insistentemente, encontraram uma saída: identificam-se como número privado. Quem recebe o chamado, sem saber a procedência, atende. Confirma-se o ditado: feita a lei, feita a trampa…

Atualíssimo

Hoje, a agressão russa à Ucrânia completa 77 dias e confirma o que disse Voltaire (1694- 1778): “A política tem sua fonte antes na perversidade do que na grandeza do espírito humano.”

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