| Alice Ros |

O governador Eduardo Leite, acompanhado pelos secretários de Educação, Faisal Karam, e da Saúde, Arita Bergmann, anunciou o retorno escalonado das aulas presenciais no Estado a partir da próxima semana (20). A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (14), por transmissão ao vivo.

De acordo com o calendário, Ensino Médio e Técnico devem retornar a partir de 20 de outubro, enquanto o Ensino Fundamental – Anos Finais está previsto para 28 de outubro e o Ensino Fundamental – Anos Iniciais para 12 de novembro.

As atividades presenciais estão autorizadas apenas em regiões classificadas nas bandeiras amarela e laranja. Regiões em bandeira vermelha não estão aptas para retornar. Além disso, caso uma região em bandeira amarela ou laranja passe para as bandeiras vermelha ou preta, as aulas presenciais serão canceladas.

O governo do Estado informou que disponibilizará R$ 270 milhões para investimentos na área da educação, como capacitações, aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs), materiais de desinfecção, contratação de professores e profissionais de apoio.

Os protocolos sanitários foram elaborados pelas Secretarias da Saúde e da Educação. De acordo com o governador, 9,8 mil termômetros infravermelhos serão distribuídos nas instituições de ensino, assim como 382 mil máscaras infantis, 1,9 milhão de máscaras infanto-juvenis e 1,3 milhão de máscaras adultas. 

Para o secretário de Educação, Faisal Karam, o Estado está preparado para a volta às aulas presenciais. “O Estado se preparou muito para isso. Fizemos muitos encontros para definir de que forma vamos voltar. Nada foi construído de forma aleatória, pelo contrário. Foram, praticamente, cinco meses de discussão com vários grupos de trabalho”, disse. Karam ainda alegou que “se fôssemos esperar a vacina, o mundo inteiro estaria parado”.

Leite também defendeu que o retorno é seguro para a atual situação da Covid-19 no Rio Grande do Sul, ressaltando que muitos alunos dependem dos serviços oferecidos pelas escolas. “A educação não é um item supérfluo. É um item essencial. O virtual ajudou, mas ele não substitui o presencial. É importante ressaltar para todos que não será um retorno presencial como se tinha antes”, destacou.

As atividades presenciais não são obrigatórias para estudantes e o modelo híbrido, de ensino remoto e presencial, continua em funcionamento. Professores e servidores que não pertencem ao grupo de risco, porém, devem retornar. “É mandatório”, justificou o governador.

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