A derrota por 3 a 1 para o Atlético-GO, de virada, em Goiânia, foi a quarta consecutiva do Juventude, que caiu para a lanterna da Série A do Campeonato Brasileiro, com apenas 10 pontos. Diante deste cenário, conversas na reapresentação do grupo, nesta terça-feira, podem sacramentar a saída de alguns profissionais, com o técnico Eduardo Baptista correndo o maior risco.

“Vamos ter uma conversa muito boa na nossa chegada, com todo mundo. Vamos pontuar, cada um vai dar sua avaliação, ver o que é capaz de produzir mais, o que é capaz de corrigir, antes da gente tomar uma medida mais drástica”, explanou o vice-presidente de futebol, Osvaldo Pioner, após a derrota em Goiânia.

Embora não tenha garantido a permanência de Baptista para o jogo contra o São Paulo, no próximo domingo, Pioner não coloca toda responsabilidade no colo do comandante. “É muito simplista trocar o comando técnico. Temos que entender o todo. Não é uma coisa só. Comentamos sempre que o grupo é interessado, disciplinado, está na nossa mão. Mas estão faltando coisas. Até sei, mas não vou colocar abertamente o que a gente pensa”, despistou.

Além do treinador, o executivo de futebol, Marcelo Barbarotti, também vem sendo muito contestado pela torcida. “Eu me dou muito bem com o Barbarotti, me dou muito bem com o Baptista. Mas estou a serviço do Juventude. Não vou apadrinhar ninguém, não vou poupar ninguém, se a gente entender que tem que mudar”, afirmou Pioner.

As críticas a Barbarotti se dão por conta da montagem do elenco do Juventude, que carece de qualidade e tem muitas contratações desta temporada entregando pouco desempenho. Pioner concorda com essa avaliação, mas também coloca a responsabilidade no departamento de análise de mercado. “Realmente as contratações que a gente fez nos custaram bastante e não estão surtindo os efeitos que se imaginava. Nós temos um departamento de mercado, de avaliação. Também vão ser cobrados, o que eles nos trazem. E vamos botar na mesa as possíveis contratações, e evidente que vamos ter que fazer, para ter um cuidado maior, uma exigência maior, e dividir com mais pessoas essas decisões”, concluiu Pioner.

Foto: EC Juventude

 

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