Após o incidente na torcida durante a partida contra o Cruzeiro no domingo (21), o presidente Romildo Bolzan deu uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (22). Na ocasião, o presidente lamentou o ocorrido, mas defendeu os procedimentos adotados pelo clube e criticou a atuação da Brigada Militar.

“Temos que estar muito atentos àquilo que possa nos dar prejuízo e tomar as providências. Nós fomos surpreendidos com essa briga que aconteceu, lamentamos o episódio. O Grêmio é um clube extremamente combatente e tem até mesmo um comitê interno para tratar dessas questões de crise e de violência e não admite, não aceita e não tolera com qualquer ato de briga ou risco ao convívio pessoal.” iniciou o presidente.

No decorrer da coletiva, Romildo comentou sobre a postura do clube e o trabalho de prevenção, fazendo uma alusão ao número de torcedores cadastrados com biometria para frequentarem o espaço das organizadas: “Se alguém pensa que o Grêmio negligenciou no cadastramento ou deixou de fazer alguma coisa combinada com o Ministério Público ou com o próprio torcedor, sabe quantos cadastrados (com biometria) nós temos aqui? Quarenta e cinco mil pessoas. O Grêmio atuou sim.”

A fala serviu para introduzir o pensamento do presidente sobre a atuação da Brigada Militar e também da segurança privada, de responsabilidade da Arena. Na ocasião, os brigadianos interviram mais de uma vez, até que a situação acabou se agravando. “Eu achei a atuação da Brigada pífia ontem. Entrou, saiu entrou saiu. […] Se tivesse ficado desde a primeira vez que entrou, talvez tivesse evitado muita coisa. Acho que poderia ter uma atuação mais consistente. […] Achei também pífia também  a atuação da segurança privada. Poderia ter sido melhor, em benefício do coletivo, da segurança das pessoas.” 

Com as medidas do Juizado do Torcedor, quatro torcidas organizadas do clube foram punidas e o setor da Arena destinado aos grupos foi interditado. Sobre as punições para a torcida tricolor, o presidente frisou que devem ser individuais para não prejudicar o coletivo: “Não vamos admitir que uma torcida inteira seja condenada por conta de ações de cinco, dez ou quinze pessoas”.

Foto: Morgana Schuh/Grêmio FBPA

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