Depois de trabalhos que não engrenaram no Palmeiras e no Bahia, treinador está invicto há 11 jogos e é o vice-líder do Brasileirão com o colorado. Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional

Depois da vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, que ampliou para 11 jogos a série de invencibilidade do Inter, o técnico Mano Menezes foi questionado sobre seu “renascimento” na carreira. Após trabalhos sem sucesso no Bahia e no Palmeiras, além de uma passagem no futebol árabe, o treinador é o condutor do vice-líder do Campeonato Brasileiro.

“Pessoal nos mata um pouco cedo demais, com muita pressa. Vamos ter calma, as coisas não são assim. É difícil morrer, não é tão fácil. Minha mãe às vezes reclama de umas dorzinhas, eu digo para ela, ‘não é tão fácil'”, comentou Mano, metaforicamente.

Ele estendeu à análise para outros treinadores do futebol brasileiro, ainda que não tenha citado nomes. “De uma hora para outra, a avaliação no Brasil, que é sempre muito precipitada, desconsidera muito do trabalho que foi executado por grandes treinadores. Consequentemente, treinadores experientes, com trajetória, que já passaram por muita coisa, tem capacidade para entregar alguma coisa como estou conseguindo entregar aqui no Internacional”, opinou Mano. No entanto, o técnico ressaltou o mérito dos atletas, citando que sem bons jogadores não é possível fazer um bom trabalho.

Na mesma resposta, o treinador do Inter ainda deu sua opinião sobre estilos de jogo. Nos últimos anos, Mano passou a ser rotulado como “retranqueiro”, principalmente depois do seu trabalho no Cruzeiro. “Também [temos que] acabar um pouco com a ditadura da maneira de jogar que se criou nos últimos tempos. No mundo todo tem várias maneiras de jogar, boas maneiras de jogar, tem todas maneiras que se perde e se ganha no futebol”, ponderou.

Por fim, Mano reconheceu que é preciso sempre evoluir enquanto treinador, mas sem abrir mão daquilo que acredita. “Nunca perdi a convicção daquilo que acho que devo fazer. Isso é o mais importante. Você passa momentos difíceis, todos passamos, mas você não pode desacreditar naquilo que construiu e que te trouxe aonde você está. Evoluir é uma necessidade, mas não se pode perder todas convicções sob o pretexto de uma evolução necessária, que a gente precisa fazer”, concluiu.

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