Foto: Netflix/ Divulgação

Confesso que quando a Netflix lança uma nova produção já fico me questionando o que me espera ao dar o play. O serviço de streaming já provou ter condições de entregar produções de qualidade, mas na maioria das vezes o que vemos em tela é uma mesma fórmula jogada de qualquer maneira, mudando pequenos aspectos que demostram certa “preguiça” dos realizadores.

Neste dia das mães, nada mais justo que homenageá-las com um filme que traz uma mãe porradeira, protetora e dona de si. “A Mãe”, protagonizado por Jennifer Lopez, conta a história de uma assassina profissional que é forçada a abandonar a filha recém-nascida após ser perseguida por um perigoso grupo de criminosos. Deixar a criança e se exilar no Alasca era a única opção de preservar a segurança das duas. Doze anos mais tarde, a mãe precisa sair do esconderijo para proteger a filha adolescente em perigo.

Foto Netflix/ Divulgação

Dirigido por Niki Caro (diretora do live-action de Mulan), o filme é tão simples como o título sugere; não que seja um problema, mas nesse caso, o simples se torna simplório quando não tem muito mais o que oferecer a não ser a figura da protagonista, que definitivamente é o ponto mais alto do longa.

E os métiros vão direto para Lopez, que com sua presença e carisma consegue carregar o filme nas costas, pois se dependesse do roteiro ou da direção, poderia dizer que “A Mãe” não teria nenhum atrativo para o público. A premissa da protagonista forte já não é tão original, e nem precisava ser, se o filme conseguisse contar isso de forma minimamente competente.

Foto: Netflix/ Divulgação

O início até que é promissor, por mais que não tenhamos uma construção narrativa muito clara, as cenas de ação (apesar de não serem tão bem executadas), ajudam a manter um ritmo mais frenético, o que pelo menos faz o filme valer pelo entretenimento. Quando enfim temos o grande reencontro da mãe com sua filha e o desenvolvimento da relação das duas, o filme perde o ritmo; Não temos mais a ação presente e a construção da relação das duas não consegue sustentar o filme que fica monótono e dessinteressante.

Foto: Netflix/ Divulgação

Os vilão que surge para se vingar da protagonista e da sua filha é genérico, caricato e aparece para ser uma ameaça que liga com os acontecimentos do ínicio, já que o personagem foi subaproveitado o filme todo. Com cenas que não empolgam, ele não consegue transmitir um risco iminente para as mocinhas e está ali apenas para compor as quase duas horas de duração.

Ao fim da experiência, “A Mãe” passa a sensação de um mais do mesmo bem indigesto. A protagonista é boa e o filme tem pequenos momentos que realmente empolgam, mas no geral, é apenas mais uma aventura genética, sem muita identidade e totalmente descartável.

Por: Matheus Furtado

Nota: 

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