Está marcado para a próxima quinta-feira (1º), às 9h, em Tramandaí, o início do julgamento de uma mulher acusada de matar o próprio filho recém-nascido e jogar o corpo em uma lixeira. O Tribunal do Juri ouvirá três testemunhas e a ré. Após os depoimentos, o Ministério Público e a defesa terão uma hora e meia para suas manifestações.

O crime aconteceu em 2017. De acordo com o MP, a acusada escondeu a gravidez do companheiro e da família, usando cintas abdominais, shorts e protetores de seios. Em junho de 2017, ela teria dado à luz um menino. Ainda conforme a acusação, a ré asfixiou o recém-nascido com uma bucha de papel e escondeu o corpo com a placenta em uma sacola, dentro de um armário no banheiro.

“Ela praticou o crime contra um recém-nascido, incapaz de esboçar qualquer tipo de defesa contra a agressão perpetrada. Ainda dificultou qualquer possibilidade de alguém perceber o crime ao acionar chuveiro e ligar secador de cabelos, propagando barulhos que impediram que as pessoas presentes tomassem ciência dos fatos e agissem em defesa do recém-nascido”, disse o promotor.

No dia seguinte, ela teria colocado a sacola em uma lixeira, onde foi encontrada por um reciclador, que acionou a Brigada Militar.

Aos 34 anos, a mulher responderá por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver.

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