| Alice Ros |

Duas entidades protestaram hoje (22) em frente ao Palácio Piratini contra a possibilidade de fechamento do comércio não essencial e de instituições de ensino. Com carreata, faixas e cartazes, a manifestação foi organizada pela Associação Gaúcha das Academias Unidas (AAGU) e a Associação de Escolas de Educação Infantil Privadas (AEPEI), que pediram que os locais continuem abertos, mesmo com bandeira preta.

Representantes da AAGU alegam que o funcionamento das academias deve ser considerado um serviço essencial. Também foi colocado em pauta os demais fechamentos enfrentados pelo setor no ano passado, totalizando 120 dias.

Já a AEPEI afirmou, através de carta aberta publicada nas redes sociais, que a suspensão das aulas presenciais reflete em “danos psicológicos, atrasos de marcos do desenvolvimento e laços afetivos abruptamente interrompidos” para estudantes. 

A associação ainda defende que as escolas infantis “são e sempre foram com rigidez fiscalizadas e acompanhadas por protocolos sanitários de cuidados com a saúde” e que o cancelamento das aulas implica em “forte impacto empresarial, que representa o fechamento de centenas de instituições, milhares de empregos e milhares de vagas na instituição infantil”.

Hoje à tarde, o governo do Estado deve anunciar a continuidade ou não do sistema de cogestão entre municípios. Atualmente, o Rio Grande do Sul tem onze regiões em bandeira preta e dez em bandeira vermelha.

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