Os servidores públicos de Porto Alegre anunciaram que entraram em greve a partir das 7h da próxima terça-feira (26). A decisão foi tomada após uma assembleia realizada nesta sexta (22), na sede do Simpa (Sindicato dos Municipários de Porto Alegre).

De acordo com o sindicato, a greve tem o objetivo de lutar contra o Projeto de Lei Complementar do Executivo (PLCE), 02/2019, que prevê mudanças no plano de carreiro dos servidores do município.

O Simpa informa que a greve vai iniciar com uma manifestação em frene ao HPS, de onde os trabalhadores seguirão em caminhada até a Câmara de Vereadores. Lá, os municipários pretendem acompanhar as comissões e pressionar os vereadores para votarem contra a proposta do prefeito Nelson Marchezan.

Em seu site, a Prefeitura publicou uma nota oficial em que afirma que a greve tem motivações políticas. Segundo o texto, o Executivo não considera que exista uma causa que justifique a paralisação.

Confira a nota oficial:

Em virtude da greve anunciada pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), a Prefeitura de Porto Alegre considera que não há justa causa para uma paralisação ser declarada em virtude de um projeto de lei em discussão no Legislativo, a casa dos debates do Município. Fica evidente, mais uma vez, se tratar de uma greve política.

O  projeto de lei complementar do Executivo que reestrutura a máquina pública garante a sustentabilidade das finanças do município a médio e longo prazos, inclusive em benefício do futuro dos servidores. A proposta, aliás, não reduz a remuneração que hoje é paga aos municipários. Ela controla o aumento das vantagens futuras que se demonstram incompatíveis com o cenário financeiro atual da prefeitura.

O projeto garante os direitos adquiridos e busca equilibrar as vantagens de acordo com a realidade atual, buscando um maior equilíbrio entre receita e despesa. O projeto não muda o regime de trabalho dos servidores, apenas reduz os aumentos automáticos. Vale lembrar que estas correções já foram feitas nos níveis estadual e federal. Está na hora de Porto Alegre fazer o mesmo.

 

Foto: Simpa/ Facebook