| Alice Ros |
Em meio ao crescimento no número de casos de Covid-19, o governo do Rio Grande do Sul determinou, através do Decreto N° 55.610, que as faixas de areia do Litoral Norte fiquem fechadas por 14 dias.
A medida impede que turistas e moradores façam aglomerações à beira mar. Atividades individuais, como exercícios físicos, estão permitidas, assim como a entrega de produtos em quiosques.
O prefeito em exercício de Capão da Canoa, Jairo Marques, avalia que a decisão terá impacto positivo no combate à pandemia.
“Nós concordamos com isso. Algumas reuniões aconteceram na Associação dos Municípios do Litoral Norte (Amlinorte) e o presidente à frente da associação, Cilon Rodrigues Silveira, prefeito de Xangri-lá, concorda. As medidas são necessárias. No Hospital de Santa Luzia, nós temos 11 leitos de UTI, 3 leitos Covid e estamos lotados nos últimos 15, 20 dias. Realmente, com os índices e essas informações que nós temos, estamos na bandeira vermelha e beirando a preta”, disse Marques em entrevista ao Portal RDC.
Em relação às restrições para o comércio essencial e não essencial, o prefeito afirma que o município já contempla todas as medidas de segurança. Segundo Marques, o período de veraneio e a chegada de turista pode acelerar a disseminação do vírus.
“Nosso comércio de Capão da Canoa atende aos protocolos. Nós não vemos o comércio como um fator de disseminação do vírus”, afirma.
A Brigada Militar (BM) é responsável pelas fiscalizações no município. Nesta quinta-feira (03), uma nova reunião será realizada entre BM e Prefeitura de Capão da Canoa para alinhar planos de ação para as próximas duas semanas.
“As pessoas têm que nos ajudar nesse processo, para que a gente possa, pelo menos, diminuir a contaminação desse vírus, que nos últimos dias é muito preocupante”, explica Marques.
Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Litoral Norte afirma que continuará trabalhando
Em entrevista ao Portal RDC, a presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Litoral Norte, Ivone Ferraz, alegou que a categoria manterá as atividades, mesmo com o decreto.
“Nós vamos obedecer os protocolos, vamos seguir o distanciamento. Não existe mais novos decretos para nós”, disse Ferraz.
Ao lado de outros setores atingidos pelas restrições, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Litoral Norte realizará, na sexta-feira (04), manifestação em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre. O evento está previsto para 09h.
“Vamos parar Porto Alegre. Vamos para rua chamar o governador. Ele [governador] vai ter que baixar esse decreto. Nós vamos permanecer no Palácio Piratini até que ele saia de lá”, ressaltou Ferraz. “Não vamos aceitar fechamento, não vamos aceitar nada”.


