| Gabriela Porto Alegre |

Com o objetivo de fomentar uma estratégia de política pública focada no combate à desnutrição, obesidade e mudanças climáticas, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto Fome Zero firmaram parceria em prol da segurança alimentar e nutricional da população.  A iniciativa tem como propósito dar subsídios aos municípios para que estes possam monitorar os indicadores relacionados à segurança alimentar e, principalmente, a fome.

Com a implementação do Programa Fome Zero em 2003, por exemplo, e as políticas de transferência de renda da época, o Brasil foi um dos primeiros países em desenvolvimento a melhorar os índices da segurança alimentar e nutricional, deixando, em 2014, o Mapa Mundial da Fome. Apesar da visível melhora dos indicadores, seis anos depois o País voltou a figurar a lista dos locais onde a fome ainda é considerada um problema estrutural.

Diante disso e das dificuldades econômicas e sociais impostas pela pandemia da Covid-19 desde o último ano, José Graziano da Silva, um dos criadores do Programa Fome Zero, decidiu fundar um Instituto, com o mesmo nome, em outubro de 2020. A ação saiu do papel com o objetivo de manter a bandeira da erradicação da fome e com o propósito de lutar de forma permanente para manter ações voltadas à saúde e bem-estar dos cidadãos.

“O nosso trabalho tem sempre o olhar voltado à sociobiodiversidade, ao manejo sustentável dos ecossistemas nativos, a partir da concepção de conservação pelo uso, sendo essa uma forma de criar e gerar renda para as comunidades”, afirmou a professora da Faculdade de Ciências Econômicas e coordenadora do Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (ASSSAN Círculo) da UFRGS, Gabriela Coelho de Souza.

A ideia, segundo ela, é de que neste primeiro momento o ASSSAN Círculo possa auxiliar na divulgação dos objetivos do Instituto junto aos municípios e territórios rurais. “Essa parceria vem no sentido de estar provendo aos municípios políticas públicas a partir da experiência do Fome Zero. O nosso propósito será o de prover indicadores para que os municípios possam estar monitorando e observando se a fome está diminuindo”, finalizou.

 

Foto: Gustavo Diehl/UFRGS

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