O Enem tem cada vez mais substituído o lugar das provas de vestibular. E quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir, passou a realizar a prova para ingressar no ensino superior.

O professor de Química e diretor de um curso pré-vestibular, de Porto Alegre, Rodrigo Smidt fala sobre as possibilidades que o exame trouxe para o ingresso em universidades.

“O Enem de uns anos para cá é uma forma fantástica de, praticamente, ter acesso universal às instituições de nível superior. Algumas instituições utilizam o Enem como uma nota alternativa (ao seu ingresso via vestibular), outras como complementar (como o vestibular da UFRGS) e a grande maioria das universidades federais utilizam o Enem como passaporte de ingresso”, explica Smidt.

Para quem faz o exame tem a chance de conseguir algum programa de bolsas ou financiamento estudantil através de incentivos do governo federal, como o ProUni e o Fies.

Com mais essa possibilidade, e por ser um modelo de prova diferente, os cursos pré-vestibulares precisaram se reinventar.

“Até o incremento do Enem, as provas de química, por exemplo, cobravam qual a fórmula do hidróxido de cálcio e se o aluno soubesse poderia acertar a questão. No Enem, o conteúdo técnico é aplicado em cenas do cotidiano. Ou seja, não interessa qual fórmula do hidróxido de cálcio (popularmente conhecido como cal), mas sim onde eu posso utilizá-la”.

 

Aulas no cursinho ajudam estudantes

Apesar da dupla jornada de estudos, alguns candidatos, afirmam que os métodos utilizados em aula, ajudam na preparação. É o caso de Lucca Carvalho, 17 anos, que pretende cursar Medicina.

“Eu estou me esforçando bastante, até porque eu faço o cursinho e o terceiro ano, mas quando eu chego em casa em sempre tendo dedicar um tempo para os estudos, especialmente nas áreas que não tenho tanta facilidade”, conta o estudante. “Eu já fiz outras provas de vestibular e o Enem, como teste, e o conhecimento dos professores é muito importante o que eles passam em aula é exatamente o que cai na prova”, completa.

Para Ana Gabriela Carpes que deseja cursar Relações Internacionais não é muito diferente.

“Eu tenho uma carga muito pesada, eu passo o dia na escola porque faço o Ensino Médio e o cursinho junto, então passo o dia inteiro aqui, mas sempre tento separar umas horas no final de semana, que tenho mais tempo, para estudar”, conta a estudante.

 

Como se preparar para o Enem

A dica para se sair bem no Enem, é se manter atualizado, principalmente, quando não se domina o assunto.

“O aluno precisa ter uma carga de leitura grande, estar informado sobre novidades. O Enem sempre traz coisas que estão disponíveis em jornais, sites e até mesmo nas redes sociais. Então, cada vez mais esse aluno precisa estar preocupado com o que está acontecendo na atualidade e menos com o conteúdo de memorização”, orienta o professor Guto que dá aula de Biologia.

Treinar o tempo que se leva para fazer cada questão pode ajudar na hora da prova. ////

“Fazer as questões com um cronômetro do lado para ir contando o tempo que leva para fazer cada uma. Buscar palavras chaves em cima dos textos que vem na prova do Enem porque, às vezes, aquela palavra chave pode te encaminhar para a resposta e o candidato não precisa nem ler o resto da questão”, aconselha o professor de História Marcelo Martins. “Isso ajuda a reduzir o tempo, já que esse é um dos grandes problemas, muitos candidatos não conseguem fazer todas as questões”, explica Martins.

 

Inscrições e taxa

Neste ano, as inscrições vão até o dia 17 de maio e os estudantes, não isentos, devem pagar a taxa, que custa R$ 85,00, até o dia 23 de maio. E atenção, mesmo quem teve isenção da taxa deve se inscrever no Enem.

 

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