O Governo do estado divulgou uma nota confirmando a reestruturação das Coordenadorias Regionais de Educação e a Divisão de Porto Alegre. De acordo com o texto, a nova estrutura ainda não está definida, mas tem o objetivo de “enxugar a máquina pública”.

Atualmente, a Secretaria de Educação conta com 29 coordenadorias, responsáveis pela comunicação entre a sede da pasta, em Porto Alegre, e as mais de 2,5 mil escolas de rede estadual. Para o Palácio Piratini, a redução do número de alunos, somada à possibilidade de meios de comunicação que não existiam na criação das coordenadorias, como email, celular e redes sociais, permite um novo modelo.

No sentido contrário, o CPERS também publicou uma nota em que considera a redução das coordenadorias um retrocesso. De acordo com o sindicato, a mudança afetaria negativamente os professores.

“O corte tornaria ainda mais precário o atendimento realizado pelo Estado aos(às) educadores(as), que dependem dos órgãos para encaminhar diversas demandas relativas à sua vida funcional, e dificultaria o acesso a direitos para uma categoria que já sofre com o descaso, a miserabilidade e a desvalorização”, diz o texto.

Entre os argumentos da entidade, a mudança obrigará professores de regiões mais distantes a pagarem por deslocamentos maiores em situações que precisem de atendimento presencial.

O que fazem Coordenadorias Regionais de Educação?

As coordenadorias são responsáveis pelas políticas relacionadas a cada região. Suas tarefas são coordenar, orientar e supervisionar as escolas, dando suporte administrativo e pedagógico para que as diretrizes da Secretária de Educação sejam aplicadas.

De acordo com o Governo do Estado, elas também buscam a integração da escola com a comunidade, “oferecendo oportunidades de diálogo e de interação que promovam o compartilhamento de informações e a construção de conhecimentos, integrando a escola à prática social”, define o site do Piratini.

 

Foto: Alex Rocha/Palacio Piratini