Mediado pelo Egito, o cessar-fogo “mútuo e simultâneo” aprovado por Israel e Palestina será iniciado às 2h desta sexta-feira (21) do horário local – às 20h de quinta-feira em Brasília. O momento de paz foi anunciado pelo governo israelense e pelo grupo Hamas, formado por árabes que reivindicam o território de Jerusalém.
Iniciado no último dia 10, o conflito já deixou 244 mortos, sendo 232 em Gaza e 12 em Isarel. A pressão pelo cessar-fogo existia há dias, principalmente sobre o governo de Israel, porém o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que manteria os ataques até devolver “calma e segurança” à população.
Um acordo vinha sendo tentado há dias, com pressão internacional principalmente sobre Israel, embora o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continuasse afirmando que continuaria a ofensiva até devolver “calma e segurança” aos cidadãos israelenses.
Israel emitiu um comunicado sobre o acordo mas destaca que a paz pode ser temporária. Leia:
“O Gabinete de Segurança se reuniu esta noite. O Gabinete de Segurança Política aceitou unanimemente a recomendação de todos os agentes de segurança, o chefe do estado-maior, o chefe do Shin Bet (agência de segurança interna), o chefe do Mossad (inteligência estrangeira) e o chefe do Conselho de Segurança Nacional, para aceitar a iniciativa egípcia de um cessar-fogo incondicional bilateral, que entrará em vigor em uma data posterior.
O chefe do Estado-Maior, o escalão militar e o chefe do GSS revisaram perante os ministros as grandes conquistas de Israel na campanha, algumas das quais sem precedentes.
O escalão político enfatiza que a realidade concreta determinará a continuação da campanha”.
Foto: Yousef Masoud/AP


