Ficou devendo        

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou ontem de encontro da Organização Mundial da Saúde e expôs as medidas para vacinação. Por ter sido em vídeoconferência, não surgiu oportunidade para questionamentos. Representantes de outros países queriam conhecer sua opinião sobre a reunião promovida pelo presidente Bolsonaro, sem uso de máscara de proteção com milhares de participantes, domingo, no Rio de Janeiro.

Na contramão

Ao participar de ato político com Bolsonaro, o general Eduardo Pazuello provocou a segunda confusão. A primeira foi durante sua gestão como ministro da Saúde.

Serviço inestimável     

O elogiável apoio aéreo das forças de Segurança Pública assegurou, ontem, a agilidade para mais uma etapa na distribuição de 80 mil e 440 doses de vacinas Comirnaty/Pfizer-Biontech  em 407 municípios do Rio Grande do Sul. A Brigada Militar e a Polícia Civil foram incansáveis na tarefa de preservar o imunizante que tem características diferenciadas de armazenamento, manuseio e aplicação, em especial quanto às variações de temperatura a que podem ser submetidas.

Começa o embate

O editorial do jornal O Estado de São Paulo, ontem, defendeu uma terceira via: “O País tem um urgente desafio: encontrar um candidato competente e responsável, capaz de representar uma alternativa viável a Luiz Inácio Lula da Silva e a Jair Bolsonaro.” Justificou: “Nas eleições de 2020, cinco partidos se destacaram quanto ao número de prefeitos eleitos: MDB (783), Progressistas (687), PSD (654), PSDB (521) e DEM (466).” Depois, comparou: “O PT elegeu 182 e o PSL, 90. O DEM sozinho elegeu duas vezes e meia o número de prefeitos do PT.” Concluiu: “Os números das eleições de 2020 revelam que o eleitor não é submisso aos extremos lulopetista e bolsonarista.”

Tempo de apertos

A comissão especial do Senado, que acompanha as ações de combate ao coronavírus, ouviu ontem o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Sua declaração expôs a insatisfação que pode indicar a porta de saída: “O nosso orçamento é insuficiente para nos mantermos.”

É sempre assim

Os grandes partidos se lançam à tarefa do ano pré-eleitoral: a montagem de nominatas para a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas. Não faltam pretendentes, mas o interesse é contar com os que têm lastro para somar votos. Mesmo com resultados reduzidos, muitos pensam na compensação futura: a obtenção de um cargo em comissão em qualquer função, desde que o partido conquiste ou passe a integrar governos.

 

26 anos depois           

O Correio Braziliense usa a lupa em tudo: “O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo obteve uma licença-prêmio de 90 dias por assiduidade, referente ao quinquênio de 1990 a 1995. No período de três meses, o ministro continuará recebendo o salário do cargo efetivo, como é no caso dos servidores que têm concedida a licença-prêmio.”

 

Situação difícil

Guillermo Lasso, de centro-direita, assumiu ontem a presidência do Equador, com fortes desafios. O seu partido tem apenas 12 das 137 cadeiras no Congresso. A economia caiu 7,8 por cento em 2020.  Quando a pandemia chegou, o país já estava em recessão. Dependente do petróleo, a queda do preço do produto nos últimos anos tornou os gastos do governo insustentáveis. A saída foi buscar socorro no Fundo Monetário Internacional. Mais uma dívida para ser paga com juros e correção monetária.

Caos argentino

Jornal Clarin, de Buenos Aires: “Apesar do boom de matérias-primas que impulsiona as exportações e da possível chegada de recursos realocados pelo Fundo Monetário Internacional, a dívida vai absorver até quase 70 por cento dos dólares que entrarem no país este ano. Essa é a estimativa de algumas consultorias, caso a Argentina pague todos os vencimentos em 2021.”

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