Com frequência, presidentes dos países mais poderosos do mundo se reúnem em hotéis cinco estrelas para tratar das condições climáticas. Almoçam, conversam, jantam, trocam brindes, aparecem sorrindo nas fotos, fazem promessas mentirosas e não acontece mais nada, até o novo encontro.
Atinge a todos
O Painel Intergovernamental sobre o Clima da Organização das Nações Unidas, divulgado ontem, mostra que “a Terra está esquentando mais rápido do que era previsto e se prepara para atingir 1 grau e meio acima já na década de 2030, dez anos antes do que era esperado. Com isso, haverá eventos climáticos extremos em maior frequência, como enchentes e ondas de calor”.
Cruzar os braços não resolve
Segue o documento da ONU: “O que faremos imediatamente com essa informação irá definir o tamanho do impacto na vida de 7 bilhões e 600 milhões de pessoas no planeta. Certo é que os efeitos do aquecimento virão. A redução sustentada nas emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa, no entanto, ainda pode limitar as ameaças dessas mudanças climáticas. Caso contrário, alguns dos efeitos diretos para países como o Brasil serão secas mais frequentes e a queda na capacidade de produção de alimentos.”
Rota mais consequente
As soluções não podem mais ser deixadas apenas nas mãos dos presidentes das grandes nações. Deverão ocorrer mobilizações desde as pequenas cidades, chegando às grandes cidades. É tarefa inicial das prefeituras, das câmaras municipais e das populações. Depois, dos governos estaduais e, finalmente, unindo os esforços, pressionar o poder central de cada país a tomar atitudes adiadas há muitas décadas. Não dá mais para desprezar a solução do grave problema que ameaça a humanidade.
Na linha da conciliação
O presidente Jair Bolsonaro tirou o pé do acelerador e admitiu ontem que a proposta de emenda constitucional do voto impresso pode ser derrotada no plenário da Câmara. Semana passada, o governo teve insucesso na comissão especial.
Outro front
O embate agora se dá nos gabinetes do governo. O presidente Bolsonaro quer que o Bolsa Família salte dos 193 reais para 400 reais. O ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que não há dinheiro para sustentar o aumento.
Condição indispensável
O desenvolvimento da tecnologia deu mais acesso para a população sobre o que acontece no setor público. Permitiu surgir o Direito de Saber. Um dos acompanhamentos indispensáveis é quanto ao crescimento da dívida pública e conhecer quanto custa.
Quando os números se encontram
Às 13 horas de ontem, o placar eletrônico jurometro.com.br atingiu 196 bilhões e 196 milhões de reais. Valor pago com dinheiro que saiu do bolso de cada brasileiro, desde 1º de janeiro deste ano, para rolar a dívida do governo federal.
Sem mascarar
Quem vai às compras não tem dúvida: a inflação da vida real é maior que a dos índices oficiais.
Fica evidente
O jornalista, sociólogo e professor norte-americano Daniel Bell, certa vez, definiu: “Os governos se tornaram grandes demais para os pequenos problemas e pequenos demais para os grandes problemas.”
Novo rumo
No mês passado, o Brasil atingiu 1 milhão e 590 mil lojas virtuais, 22,05 por cento a mais do que em 2020, quando o comércio eletrônico cresceu 40 por cento. O número representa 6 por cento do varejo. Os dados são da 7ª edição da pesquisa Perfil do E-commerce Brasileiro, realizada pelo PayPal Brasil, em parceria com a BigDataCorp.
Futuro polo turístico
Uma das atrações da região da Toscana, na Itália, é a Torre de Pisa. Com 57 metros de altura, tornou-se famosa por sua inclinação de 5 graus e já atraiu milhões de turistas de todo o mundo.
Agora, o município de Pedra Grande, marco inicial da colonização italiana em Santa Catarina, a partir de 1877, projeta a construção de réplica da Torre de Pisa com 28 metros.
Pedra Grande, distante 160 quilômetros da praia de Torres no sentido Norte, também quer atrair muitos visitantes.


