O Fundo Eleitoral de R$ 4 bilhões e 900 milhões anima candidatos e fornecedores de todas as espécies de produtos para campanhas. O Brasil tornou-se o campeão mundial dos gastos públicos nas eleições.

Requinte para buscar votos

Ao tomarem conhecimento de que os partidos vão nadar em dinheiro, empresas de São Paulo formaram consórcios e oferecem cardápios especiais para festas de lançamento de candidaturas em qualquer Estado. Um deles inclui involtine de cenoura com caviar, roulé de salmão defumado, creme de frutos do mar flambado em conhaque, queijo brie e coulis de framboesa. No material promocional, usa a frase: eleitor também se captura pela boca.

Mudança na escalação

O preço incontrolável dos combustíveis provocou a queda do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Em seu lugar entra Adolfo Sachsida, servidor de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Exercia a chefia da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia. Nos corredores do Palácio do Planalto comentavam, ontem, que está fardado para jogar pesado contra a linha da Petrobras.

Ninguém segura

Miguel Jiménez analisa de Washington para o jornal espanhol El País: “A gasolina e o diesel marcam hoje nos Estados Unidos os preços mais altos de sua história. A inflação tornou-se o problema econômico que está no centro da luta política. Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, anunciar um plano para combatê-la, o Departamento do Trabalho certificou nesta quarta-feira que ainda há muito a ser feito.”

Prontos para detonar

Os arsenais das duas candidaturas mais fortes à Presidência da República estão lotados. Certeza de que a onda de intolerância atingirá níveis sem precedentes. Os primeiros tiros buscarão intimidar o adversário. Nada que rime com Democracia.

Como deve ser

A propaganda eleitoral em rádio e TV, organizada pela Justiça Eleitoral, deveria começar pela citação do artigo 37 da Constituição Federal: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.”

Não custa lembrar.

Mais aplicadas

As regras na maioria dos parlamentos do país são: 1) favor com outro favor se paga; 2) uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto.

Fora do prumo

As polêmicas provocadas por alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, em proporção que não se vê além de nossas fronteiras, ressuscita um ditado: muita poeira para pouco solo remexido.

Fere ou não?

Associações voltadas à proteção dos animais vão entrar na briga criada em torno do projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa, proibindo maus tratos nos rodeios. Seria conveniente que os deputados contrários à proposta ouvissem opiniões de veterinários.

Risco crescente

Motoristas de automóveis costumam dizer que precisam cuidar de si e dos outros, os motoqueiros. Muitos com pressa forçam a passagem entre veículos, sobretudo quando é aguardada a abertura das sinaleiras. A frequência dos acidentes não serve para freá-los. Mesmo quando sabem que os joelhos se tornam para-choque.

Rendimento

Manchete do jornal Valor Econômico ontem: “Receita financeira de Estados e capitais dispara com juros altos.” Não é a primeira vez que acontece. No começo da década de 1990, quando a inflação estava alta, o governo Collares obtinha valor que correspondia à 13ª arrecadação anual. Resultado dos juros do caixa único, criado pelo secretário da Fazenda, Orion Cabral.

Na pressão

Nas rodas do cafezinho, todos são um pouco economistas e discorrem sobre a pergunta da temporada: juros altos podem segurar preços? Na maioria das vezes, a resposta é não.

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