Após perder espaço no time titular devido à expulsão contra a Chapecoense, Bitello voltou ao onze inicial do Grêmio contra o Cruzeiro e aproveitou a oportunidade. Com um gol e uma assistência no empate em 2 a 2, o meio-campista arrancou elogios do técnico Roger Machado, que não gosta que o classifiquem como volante.

“Para mim o Bitello fez tudo que um meia precisa fazer. Articulou, finalizou de fora da área, marcou, entrou na área para definir a jogada. A gente tem uma dificuldade de qualificar o meia que não é canhoto, porque a gente enxerga a plasticidade do canhotinho com a bola, e entende que o destro é mais difícil de fazer esse jogo plástico”, comentou Roger após a partida.

A entrada de Bitello no lugar de Campaz passou também por uma questão tática. Como Lucas Leiva, no 1º tempo, e Villasanti, no 2º, recuavam para compor uma linha de 5 defensiva, Bitello ficava por dentro na segunda linha, composta por quatro jogadores – coisa que o colombiano não faz.

Embora essa formação tenha sido circunstancial devido à maneira com que o Cruzeiro joga, Roger não descartou utilizar novamente Lucas Leiva, Villasanti e Bitello juntos nas próximas partidas. “Se dentro de casa funcionou, com uma equipe que te restringe os espaços, que te pressiona muito rápido porque não deseja entrar em organização defensiva… com pouco espaço o Bitello conseguiu se locomover bem. Acho que foi bom. E o Campaz entrou muito bem também, deixou o meio mais leve e nos deu chance com o controle técnico de voltar para a partida. Tudo é possível. Eu gostei”, avaliou Roger.

Em termos de números, Bitello se destaca na campanha do tricolor na Série B do Campeonato Brasileiro. Com o gol e assistência de domingo, se tornou o vice-artilheiro isolado da equipe na competição, com 4 gols, e o 3º jogador com mais participações em gols, com 6. O meio-campista também se destaca nas estatísticas defensivas. De acordo com o SofaScore, são 51 desarmes e 127 bolas recuperadas na competição.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

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