
Imagem: Rede Pampa
Hoje (15) está acontecendo a paralisação dos motoristas de aplicativo. De caráter nacional, o movimento protesta contra a defasagem dos repasses do valor da corrida pelas empresas. Profissionais dos maiores aplicativos, como Uber e 99, aderiram à greve desde as primeiras horas desta segunda.
A expectativa é de que a greve tenha adesão de ao menos 70% dos profissionais em todo o país, que conta com mais de 2 milhões de trabalhadores ativos na área.
A categoria afirma que o repasse dos aplicativos para os motoristas desde 2016 pelo menos está congelado, enquanto as corridas aumentaram de preço para os passageiros. As Empresas ainda não sinalizaram que vão negociar, disse o presidente da Amasp.
No Facebook, a Amasp publicou no texto que defende a união de motoristas “para lutar por seus direitos e reivindicar mudanças”. As empresas de aplicativos estão lucrando enormemente com o seu trabalho, mas muitas vezes não oferecem remunerações justas ou proteções adequadas”, diz o texto.
Houve inúmeras tentativas de negociação com as empresas de aplicativos, mas não foram bem-sucedidas de acordo com o comunicado da entidade anunciando a paralisação. “Vimos a necessidade de realizar a paralisação na tentativa de termos nossas reivindicações atendidas”, diz o informe.
Com isso os usuários têm reclamado dos problemas ocasionados pela greve. Mas mesmo com os valores elevados, alguns usuarios também compartilharam pelas redes sociais que estão conseguindo usar os aplicativos, mas enfrentando um tempo maior até a chegada dos motoristas para o início das corridas.
O valor da tarifa dinâmica estava “altíssimo” por volta das 7h30 desta segunda devido à “muita demanda e pouco carro para atender” diz um usuario. Não tem nenhuma estimativa de quantos motoristas aderiram ao movimento até o momento.
“Está inviável trabalhar com aplicativos” afirmou Eduardo Lima, presidente da Amasp, já que são muitas horas de trabalho para obter um lucro que não é justo. “Sabemos que os passageiros já pagam um valor maior do que é repassado e, com isso, as empresas chegam a ficar com quase 60% do valor total da corrida dificultando a vida dos motoristas que ficam com uma parte pequena do lucro no final do dia”, diz Lima.
A paralisação conta com o apoio da Federação dos Motoristas de Aplicativos do Brasil (Fembrapp) e da Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp).


