Primeira edição do espetáculo ocorreu em 2019 e levou mais de 3 mil pessoas ao Auditório Araújo Vianna. Foto: Maurício Paz

Está de volta um dos espetáculos de maior sucesso da história da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), atendendo a um pedido frequente do público. Em homenagem aos 50 anos do disco The Dark Side of the Moon, celebrados em 2023, o concerto Pink Floyd Sinfônico será reapresentado no sábado (20), às 17h, e no domingo (21), às 18h.

Cerca de 150 artistas estarão reunidos no palco da Casa da Ospa para executar alguns dos maiores hinos do rock em arranjos sinfônicos criados especialmente para o espetáculo. Estará presente também uma banda formada pelo guitarrista Johnny Macedo, o baixista Gabriel Nunes, o pianista Paulo Bergmann e o baterista Jorge Matte.

Para os vocais, a Ospa contará com os cantores Rafa Gubert e Elisa Machado como solistas, além da potência das quase 100 vozes somadas do Coro Sinfônico da Ospa, do Coro Jovem e do Coro Infantojuvenil da Escola da Ospa. Evandro Matté, diretor artístico e maestro titular da Ospa, comandará o espetáculo, que terá vídeos, iluminação e sonorização especial.

Em 7 de julho de 2019, a primeira edição de Pink Floyd Sinfônico, levou mais de 3 mil pessoas ao Auditório Araújo Vianna. A apresentação pode ser assistida na íntegra no canal da Ospa no YouTube. Dessa vez o concerto será voltado apenas para o público presencial na Casa da Ospa, sem transmissão ao vivo.

Com músicas pinçadas de cinco álbuns diferentes o repertório atravessa a história da banda. psicodélica Astronomy domine, é o ponto de partida do primeiro disco, The piper at the gates of dawn (1967). Em seguida, a orquestra interpreta três clássicos de The dark side of the moon (1973): Time, The great gig in the sky e Money.

O Coro Sinfônico da Ospa aparece em Shine on you crazy diamond, que representa o álbum Wish you were here (1973) ao lado da faixa-título. Do disco The Wall (1979), serão executadas onze músicas, incluindo Another brick in the wall, com a participação dos coros jovem e infantojuvenil da Escola da Ospa. A jornada musical termina com High hopes, destaque do álbum The division bell (1994).

Os responsáveis por traduzir as músicas originais para a linguagem orquestral foi o trio de arranjadores Gilberto Salvagni, Alexandre Ostrovski e Silvane Guerra . Nesse processo, as possibilidades são infinitas. Em Time, por exemplo, a guitarra é o ponto de partida para um diálogo entre violino, clarinete, oboé, flautas, trompas, trombones e muitos outros instrumentos que se revezam sob os holofotes.

Em Wish you were here, os icônicos acordes de violão originais se somam ao timbre do violoncelo e do saxofone, enquanto um clarinete assume o papel de vocalista por um momento. Os ingressos já estão esgotados para os dois dias.

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