A segunda fase da Operação Perg, conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) aconteceu na Penitenciária Estadual de Rio Grande (Perg). O alvo é uma organização criminosa sediada em Rio Grande, voltada ao cometimento dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. A operação foi realizada dentro da Penitenciária Estadual de Rio Grande e contou com o apoio da Brigada Militar e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).

De acordo com o MP, os investigados, incluindo dois agentes penitenciários, levavam celulares, drogas e dinheiro para dentro da penitenciária. Um dos agentes, que também é ex-diretor da Perg, foi preso preventivamente durante o expediente.

O principal alvo da operação era um agente penitenciário, suspeito de desempenhar um papel importante dentro da organização. Conforme as investigações, ele era responsável por facilitar a entrada de materiais ilícitos na cadeia. Além disso, um homem que já estava preso na Perg foi identificado como responsável por fazer os contatos e pagamentos aos agentes penitenciários envolvidos no esquema.

Durante a investigação, foi constatado que o preso que fazia os contatos movimentou cerca de R$ 545 mil em uma de suas contas bancárias entre julho e novembro de 2022. Já o ex-diretor da Perg, ainda segundo o MP, movimentou mais de R$ 7 milhões em suas contas entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2023, o que era incompatível com sua condição de servidor público sem outra fonte de renda lícita declarada.

Além das prisões, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Pelotas, Canoas e Rio Grande. Durante as buscas, foram apreendidos mais de R$ 60 mil em dinheiro sem comprovação de origem, drogas, computadores, armas de fogo, munições, documentos e celulares. Dois veículos e um imóvel de luxo também foram sequestrados durante a operação.

A esposa de um dos agentes penitenciários foi presa em flagrante por posse irregular de munição. A operação contou com a participação do coordenador dos Gaecos, André Dal Molin, e do promotor de Justiça do Gaeco – Núcleo Região Sul, Rogério Meirelles Caldas.

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