O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fez uma forte crítica à morte de inocentes por policiais durante uma cerimônia realizada nesta quinta-feira (10) no Rio de Janeiro. Em um evento na zona oeste da cidade, o presidente enfatizou que é crucial evitar a confusão entre pobres e criminosos e que a população da periferia merece ser tratada com respeito.

Lula declarou: “O povo da periferia precisa ser tratado com respeito para que nunca aconteça o que aconteceu com um menino que foi assassinado por um policial despreparado.” Ele expressou preocupação com a triste realidade de que indivíduos inocentes, especialmente os mais recém-chegados, estão perdendo suas vidas devido a ações equivocadas de policiais.

Embora Lula tenha enfatizado que não é adequado culpar toda uma instituição policial, ele demonstrou a necessidade de avaliar com rigor os incidentes em que os presos cometem erros graves. “A gente não pode culpar a polícia, mas a gente tem que dizer que um cidadão que atira num menino que já estava caído é irresponsável e não estava preparado do ponto de vista psicológico para ser policial.”

Lula também enfatizou a importância da cooperação entre os governadores e o governo federal para melhorar a eficácia da polícia no combate ao crime. “O governador e o presidente precisam trabalhar juntos para criar condições para que a polícia seja eficaz no combate ao crime”, afirmou.

No entanto, ele enfatizou que é fundamental para as forças policiais testemunharem entre indivíduos envolvidos em atividades criminosas e aqueles que são membros da comunidade e buscam apenas uma vida melhor. “Essa polícia tem que saber diferenciar o que é um bandido do que é um pobre que anda na rua”, enfatizou.

O presidente Lula ainda utilizou sua plataforma nas redes sociais, mais especificamente na sua conta no X (antigo Twitter), para compartilhar a mesma mensagem. Ele citou o trágico falecimento de Thiago Menezes, um adolescente de 13 anos que perdeu a vida durante uma operação policial na Cidade de Deus, localizada na zona oeste do Rio de Janeiro, na última segunda-feira (7).

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