Foto: Polícia Civil/Divulgação

Na manhã desta terça-feira (12), a Polícia Civil, com a colaboração com a Brigada Militar, deflagrou a Operação Car Wash, cujo objetivo é desarticular uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro associada a uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas. A ação envolveu a mobilização de aproximadamente 380 policiais, entre civis e militares, que executaram 3 mandados de prisão preventiva, 61 mandados de busca e apreensão em 11 municípios, abrangendo tanto a Região Metropolitana quanto o interior do estado do Rio Grande do Sul, além do estado de Santa Catarina.

A investigação, liderada pelo delegado Eduardo Amaral, revelou que o esquema de lavagem de dinheiro estava fundamentado na aquisição de bens de alto valor, como imóveis e carros de luxo, bem como na compra e venda intensiva de veículos, envolvendo transferências expressivas entre contas bancárias. Ao longo de apenas um ano, o comércio de automóveis por meio de uma empresa de fachada movimentou cerca de 17 milhões de reais, sendo utilizado como meio para mascarar os recursos originados pelo tráfico de entorpecentes.

No total, a Operação Car Wash mobilizou 124 medidas cautelares, abrangendo mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueio de bens e ativos em contas bancárias. As ações foram executadas em cidades como Viamão, Garibaldi, Sarandi, Santo Ângelo, Porto Alegre, São Jerônimo, Canoas, Sapucaia, Novo Hamburgo, Estância Velha e Imbituba/SC.

O ponto de partida para essa investigação ocorreu em 2022, quando a Brigada Militar compartilhou informações com a Polícia Civil, culminando na Operação Big Fish, que resultou na prisão de parte das lideranças da organização criminosa atuante no Vale do Rio dos Sinos. Os suspeitos foram detidos por envolvimento nos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico. A partir desse ponto, e com a colaboração do setor de inteligência da Brigada Militar, as investigações foram aprofundadas, permitindo a identificação do complexo esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico de drogas.

Segundo o delegado Eduardo Amaral, os lucros provenientes da venda de drogas eram direcionados para contas bancárias de membros da organização criminosa ou de seus familiares. Estes recursos eram então investidos na aquisição de bens de luxo, na compra de entorpecentes e armas de fogo, bem como na operação de uma empresa fictícia sediada em Viamão, voltada para a compra e venda de veículos. Durante a investigação, ficou evidente que a referida empresa atuava como um centro financeiro central para a organização criminosa, facilitando transações, pagamentos e aquisições, totalizando mais de 50 integrantes envolvidos e uma movimentação financeira de mais de R$17 milhões em apenas um ano.

Compartilhe essa notícia: