Foto: Federasul/Divulgação

O Grupo de Trabalho da Proteína Animal da Federasul reuniu-se na quarta-feira para avaliar a atual situação da cadeia da bovinocultura de corte no estado do Rio Grande do Sul. A reunião, realizada na sede da entidade, teve como objetivo discutir medidas e ações relacionadas a essa tradicional atividade econômica gaúcha.

Segundo dados do Grupo de Trabalho, a bovinocultura de corte no Rio Grande do Sul envolve aproximadamente 280 mil produtores rurais, de pequeno a grande porte, em todas as regiões do estado. Renato Scheffler, coordenador do Grupo de Trabalho da Proteína Animal, ressaltou a importância estratégica dessa atividade para o desenvolvimento econômico e social do estado, enfatizando que ela é complementar e integrada às lavouras cultivadas nas diferentes estações do ano.

Embora o setor tenha registrado um abate anual de 1.477.925 animais em 2022, enfrenta atualmente uma crise sem precedentes, caracterizada por baixa rentabilidade e queda de preços, o que tem levado muitos produtores a abandonar a atividade. Cerca de 50% da carne bovina consumida no Rio Grande do Sul provém de outras regiões do país. A pecuária de corte gaúcha é praticada em clima subtropical, no Bioma Pampa, uma formação que é exclusiva do solo gaúcho e que compreende campos nativos de alta qualidade.

Renato Scheffler, diretor da Federasul, enfatizou que as raças de corte europeias adaptaram-se bem ao ambiente gaúcho, sendo conhecidas por sua precocidade na reprodução, terminação e acabamento, além da qualidade, sabor e maciez diferenciados da carne produzida no estado.

O Grupo de Trabalho da Proteína Animal está empenhado em avaliar ações de apoio à cadeia da bovinocultura de corte, com o objetivo de valorizar os atributos da carne gaúcha.

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