Ministério da saúde publica que estado gaúcho também lidera no ranking.

O Ministério da Saúde analisou quais cidades, estados e regiões do Brasil em relação ao número de portadores do vírus HIV, com isso a capital gaúcha apresentou os piores números de detecção de HIV de todo o País. O índice composto entre os anos de 2018 e 2022, usa taxas e variações médias de sete outros índices da população. Nele, o Estado do Rio Grande do Sul também se enquadra entre os piores.

Sobre a mortalidade, Porto Alegre lidera o ranking em decorrência do HIV por Capital, com resultado (coeficiente padronizado) de 23,8, quase seis vezes o coeficiente nacional (4,1). Já o estado do Rio Grande do Sul, registrou índice de 7,3 mortes a cada 100 mil habitantes em 2022.

Entre 2021 e 2022, a taxa de detecção de AIDS se agravou em 20 Estados. Em 2022, os estados de Roraima (34,5), Amazonas (32,3), Pará (26,3), Santa Catarina (25,3), Amapá (25,0), Rio Grande do Sul (23,9), Rio de Janeiro (23,3), Mato Grosso do Sul (21,5), Rondônia (20,6) e Mato Grosso (20,5) apresentaram os maiores valores.

Já em relação as gestantes, o estado apresenta a média de 7,9 gestantes (por 1.000 nascidos vivos) infectadas por HIV, o número é 163% maior que a média nacional, de cerca de 3 gestantes. Mesmo tendo a maior queda notada em 10 anos, a região sul apresenta a maior média nacional de infectadas por HIV. Enquanto a média nacional é de cerca de 3 gestantes (por 1.000 nascidos vivos), a região registrou 5 gestantes. O número é a menor marca registrada pela região, que chegou próximo de registrar uma média de 6 gestantes (por 1.000 nascidos vivos), nos anos de 2016 e 2018. Crianças expostas ao vírus HIV estão lideradas pelo Rio Grande do Sul, sendo a UF que mais notificou casos, com 19,8% do total. O Estado é seguido por São Paulo (14,5%) e Rio de Janeiro (11,0%).

O Estado também se destacou negativamente em comparação às taxas de detecção de aids entre menores de 5 anos (casos por 100 mil habitantes), por UF. O Rio Grande do Sul é o segundo da lista com 4,4 casos, um pouco atrás de Roraima com 4,8 casos. Os números são ainda mais críticos quando as capitais são analisadas, já que Porto Alegre apresentou 13 casos, estando a frente de Florianópolis (10,8) e Recife (5,5).

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