Foto: Divulgação/Redes sociais.

 

Segundo o Ministério da saúde, ainda este ano, o Brasil aumentou a cobertura de oito vacinas recomendadas para crianças com um ano de idade. Os imunizantes com aumento na aplicação de doses são contra as doenças de hepatite A, poliomielite, pneumocócica, as vacinas meningocócica, DTP (difteria, tétano e coqueluche) e tríplice viral 1ª dose e 2ª dose (sarampo, caxumba e rubéola), além da contra febre amarela, indicada aos nove meses de idade. Os dados referem-se às doses aplicadas de janeiro a outubro de 2023, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Ainda conforme o levantamento, em 26 estados houveram alta nos casos de pneumocócica, poliomielite, tríplice viral (1ª dose). Em 24 estados, foi registrada alta da aplicação do imunizante contra a hepatite A, meningocócica e tríplice viral (2ª dose). Todos os estados e o Distrito Federal tiveram aumento na vacinação contra a febre amarela e DTP. Os percentuais variam de 61,6%, como a tríplice viral (2º dose), a 85,6% de cobertura, da tríplice viral (1ª dose). A única vacina recomendada para faixa etária que não houve aumento na procura foi contra a varicela.

Em fevereiro, o governo lançou o programa Movimento Nacional pela Vacinação para retomar a imunização e combater notícias falsas sobre as vacinas, com ações regionais, foram repassados R$ 151 milhões para estados e municípios, e vacinação nas escolas. Em 2023, 3.992 cidades adotaram a imunização de crianças e adolescentes no ambiente escolar. Conforme balanço da pasta, subiu em um terço o número de municípios que alcançaram 95% da meta de imunização infantil.

Já em relação à vacina contra o HPV, o número de doses aplicadas cresceu 30%. Desde 2014, quando iniciou-se a imunização, a cobertura apresentava queda, apesar do aumento da faixa etária e inclusão dos meninos como público-alvo. O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e está associada a mais de 90% dos casos de câncer de colo do útero e de ânus. A vacina é disponível pelo SUS, para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de mulheres e homens de 15 a 45 anos vivendo com HIV/aids, transplantados e pacientes oncológicos. E desde agosto, passou a ser oferecida também para vítimas de abuso sexual.

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