Saúde alerta para a ineficácia da ivermectina no tratamento contra dengue | Foto: Reprodução / Pixabay / Agência Brasil

Após ter seu uso defendido em meio à pandemia de covid-19, a ivermectina volta aos debates como possível solução para combater doenças – dessa vez, a dengue. De acordo com o Ministério da Saúde, trata-se de boato vinculado, inclusive, no perfil das redes sociais de profissionais de saúde, mas sem dado ou fonte que comprove a informação.

Na época da pandemia, estudos demonstraram a ineficácia do remédio no combate ao coronavírus. O medicamento trata-se de um antiparasitário.

Em nota, o governo federal informou sobre ineficácia o uso da ivermectina no tratamento da dengue. “Para ficar claro: a ivermectina também não é eficaz em diminuir a carga viral da dengue. O Ministério da Saúde não reconhece qualquer protocolo que inclua o remédio para o tratamento da doença”.

Ainda em nota, o governo alertou sobre as fake news. “Disseminação de fake news, principalmente quando se trata de um cenário epidemiológico que pede atenção, é extremamente perigoso”.

Sobre o tratamento

De acordo com o Ministério da Saúde, o protocolo oficial para dengue prevê que o médico identifique os sintomas a partir de uma pesquisa com o próprio paciente. Em seguida, o profissional pode ou não solicitar exames laboratoriais.

Para os casos leves de dengue, a recomendação é repouso enquanto durar a febre; ingerir bastante líquido para se manter hidratado; administração de paracetamol ou dipirona em caso de dor ou febre. O paciente não pode tomar ácido acetilsalicílico. Na maioria dos casos, há uma cura espontânea depois de 10 dias.

O Ministério orienta que em casos de sinal de alarme (dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas), é importante que o paciente retorne imediatamente ao serviço de saúde. O protocolo nesses casos é a internção hospitalar para o manejo clínico adequado.

A pasta ressalta também que as condutas clínicas indicadas são sustentadas em bases cientificas e evidências de eficácia que garantem a segurança do paciente. O Ministério da Saúde também destaca que os medicamentos prescritos para o tratamento têm aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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