A Comissão Especial para adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal, presidida pelo deputado Frederico Antunes, vai se reunir quarta-feira à tarde e ouvirá os secretários da Fazenda de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, além de parlamentares dos dois Estados. Na primeira semana de setembro, o relatório estará concluído para envio e votação no plenário da Assembleia Legislativa.
A expectativa é de que ajude a tirar o Estado da zona de turbulência financeira.
Com toda a clareza
A análise da coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, sobre o crescimento da taxa de juros, não faz rodeios: “Quando os juros são baixos, as empresas se encorajam a tomar empréstimos para investir, abrindo novos ou ampliando seus negócios. Assim, geram mais produtos e serviços, emprego e renda para a população e promovem a circulação da renda na economia, beneficiando todos os setores: indústria, comércio, serviços e o governo, que arrecada tributos em todas as operações. Este é o chamado ciclo virtuoso da economia, no qual todos os setores ganham.”
Zona de alto risco
Fatorelli conclui: “O Brasil está na contramão do mundo, onde as taxas de juros são próximas de zero e até negativas há vários anos, a fim de impulsionar o funcionamento da economia. Precisamos unir a sociedade e interromper a injustificada explosão dos juros, que só beneficia bancos, enquanto todos os demais setores perdem.”
Acréscimo de qualidade
O médico Eduardo Pinho Moreira, ex-governador de Santa Catarina, assumirá na diretoria do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. O convite foi feito pelo governador Carlos Moisés. A carreira política de Moreira começou em 1987 como deputado federal constituinte. Cinco anos depois, elegeu-se prefeito de Criciúma.
Precisão
O jornalista Paulo Alceu, em sua coluna no site ndmais.com.br, faz a melhor definição sobre o ministro Alexandre de Moraes: “É o semideus do Olimpo Jurídico.”
Reconhecimentos
Cinco personalidades receberam a Honra ao Mérito da Ordem dos Advogados em Sessão Magna Virtual, semana passada: o desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores; o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian; a Chefe de Polícia Civil, Nadine Flor; o Procurador Geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, e a Chefe de Atendimento do INSS, Daniela Leão.
Quem romperá o silêncio?
Chega a 51 por cento o acumulado da alta da gasolina em 2021, com projeções de crescimento difícil de entender, tratando-se de país produtor de petróleo. Em todas as órbitas do poder, há um grande silêncio sobre o achaque no bolso dos consumidores.
Advogam em causa própria
Na minirreforma, a Câmara dos Deputados e o Senado querem aumentar o tempo da propaganda eleitoral obrigatória. Esquecem que é uma feira de extravagâncias. Muitas vezes, provoca tédio, revolta ou consternação.
Pelo Nordeste
O governador Eduardo Leite, sexta-feira, visitou o Porto Digital de Recife. Deverá servir com um dos modelos para o Rio Grande do Sul. Depois, aproveitando o final de semana e acompanhado do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, fez contatos políticos na cidade. Estendeu a viagem ainda a João Pessoa. Em campanha para a prévia que escolherá o candidato à Presidência da República, esteve, recentemente, na Bahia e em Alagoas.
Muita conversa
O Senado abre hoje ciclo de quatro sessões para debater a reforma tributária. Deve ser o 39º evento sobre o mesmo tema, que não avança.
Remédio errado
O endividamento assustador de hoje tem uma de suas justificativas na notícia publicada a 16 de agosto de 1996: “Os bancos federais, com empréstimos de 2 bilhões e 721 milhões de reais, de janeiro a julho, tornaram-se a principal fonte de recursos para Estados e Municípios com déficit, segundo dados do Banco Central. No mesmo período, em 1995, os empréstimos não tinham passado de 216 milhões de reais.”
Não adiantou
A tese dos técnicos do Ministério da Fazenda era de que os empréstimos tirariam Estados e Municípios da penúria financeira. Deveriam exigir, como compensação, medidas para evitar desperdícios, equilibrando receitas e despesas. Passados 25 anos, estão em situação muito pior.


