Temas de interesse público deverão predominar na próxima campanha eleitoral, deixando a politicalha de lado. Ontem, o colunista Wilson Cid, do Jornal do Brasil, projetou:
“É possível imaginar que estará o caso da crise provocada pelo descontrole de preços dos combustíveis, com tudo para gerar grandes embates, diferentemente das pelejas políticas anteriores, quando preocupações com diesel e gasolina passavam palidamente pelos palanques, muitas vezes deles nem tomando conhecimento.”
Prensando consumidores
Continuou Wilson Cid: “Em tempos idos, os candidatos animavam-se com outros temas de interesse do eleitorado. Mas é quase certo que não será assim desta vez, porque o país vem padecendo nas bombas de abastecimento, onde as mangueiras esfolam, (sem piedade), a economia dos consumidores. E arrastam consigo uma onda de carestias. Ou, por milagre, quando chegarem as urnas, tão grave problema já terá sido solucionado?”
Contradição
Apontam a combinação do dólar alto e a cotação internacional do petróleo como motivos para o aumento dos combustíveis. Precisa ser melhor explicado. O Brasil tem grandes reservas na plataforma marítima, mas aplica tributação brutal sobre cada litro de gasolina e óleo diesel. Na soma, gira em torno de 50 por cento. Vai continuar assim? Com o preço da gasolina acima de 6 reais?
O debate sobre a ferroada no bolso será indispensável, urgente e improrrogável.
Na categoria peso pesado
O União Brasil, resultado da fusão entre DEM e PSL, passa a ter 545 prefeituras, cinco governos estaduais, oito senadores, 82 deputados federais e a maior fatia dos fundos eleitoral e partidário.
Boa alternativa
A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostrou: 82 por cento dos domicílios possuem acesso à Internet. Para suprir a ausência em 18 por cento, o Ministério Público de Pernambuco lançou o Orelhão Digital. Haverá terminais nas sedes das Promotorias para consultas, cadastros em sites e plataformas de órgãos públicos, agendamento de atendimentos e participação em audiências judiciais, sob orientação direcionada.
Em causa própria
A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, projeto de lei que retoma a propaganda partidária obrigatória em rede nacional de rádio e televisão. Pelo texto, a cada semestre partidos terão de 5 a 20 minutos para inserções na programação.
Ouvintes e telespectadores serão convidados a ingressar em mundos maravilhosos de realizações, onde tudo funciona com absoluta perfeição.
Há 70 anos
A 8 de outubro de 1951, os jornais de São Paulo publicaram na 1ª página o anúncio, que não tinha assinatura de partido ou candidato:
“ Se São Paulo vai mal…pior irá se os eleitores esclarecidos e conscientes abandonarem o campo aos demagogos e aos aventureiros. Escolha a sua legenda, pois. Escolha o seu candidato. Dê-lhe o seu voto e o voto dos seus amigos na eleição da próxima semana.”
Não há dúvida: a mensagem segue atual.
Reconhecimento esquecido
O Brasil adia o sonho de ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, que será entregue este ano a um escritor da Tanzânia. Tivemos indicados: Flávio de Carvalho (1922), Coelho Neto (1933), Alceu Amoroso Lima (1965), Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade (1967) e Erico Verissimo (1968).
O Prêmio Nobel foi criado em 1901.
Mudança radical
Pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão do governo federal: 1 milhão e 400 mil pessoas no País trabalham para aplicativos de transporte de passageiros ou mercadorias.
Quem oferece mais?
O traje usado por Tobey Maguire em Homem-Aranha 3 será leiloado em novembro, pela loja Prop Auction, junto com outras relíquias cinematográficas. O uniforme do herói está cotado em 70 mil dólares. O lote inclui o manto do Batman usado por Val Kilmer em Batman Eternamente, filmado em 1995, a luva de Freddy Krueger (Robert Englund) em A Hora do Pesadelo 3: Guerreiros dos Sonhos, de 1987, e a máscara de Michael Myers em Halloween: Ressurreição, de 2002.


