Sérgio Moro é submetido a tiroteios diários. Os ataques de todos os lados tentam fazer com que desista da candidatura ao Palácio do Planalto. Pela forma como reage, parece que entrou com bota curta no ninho de cobras.
Vai abalar as estruturas
Pelo que se viu até agora, não teremos campanha eleitoral, mas um festival de desmentidos de notícias falsas.
Pressa agora não ajuda
Senadores querem votar até o dia 15 deste mês projetos para estabilizar os preços dos combustíveis. Darão tiro d’água se não incluírem a Petrobras nos entendimentos. Pressupõe o conhecimento sobre a economia interna da estatal. Por enquanto, os parlamentares estão longe de dominar o tema. Quer dizer, terão de se lançar a leituras e muita capacitação para interpretar números. Caso contrário, ficarão no discurso e encenação para a plateia. Nada mais.
Absurdo
O jornal O Estado de São Paulo noticiou ontem: “Os partidos políticos chegaram ao ano eleitoral devendo R$ 84 milhões aos cofres públicos. Considerando débitos já parcelados ou alvo de acordo, esse número supera R$ 100 milhões. Boa parte diz respeito a multas aplicadas pela Justiça Eleitoral, mas há também pagamentos atrasados para a Previdência e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço dos funcionários e impostos não recolhidos. A maior dívida é do PT: R$ 23 milhões e 600 mil, quase quatro vezes o valor devido pelo segundo colocado, o Democratas (DEM), com R$ 6 milhões e 500 mil.”
Afinal, quem controla?
O pior
A notícia segue: “A existência de dívidas não impede que os partidos continuem recebendo recursos públicos do Fundo Partidário (cerca de R$ 1 bilhão) e do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas, conhecido como Fundão Eleitoral (R$ 4 bilhões e 900 milhões).”
Dinheiro que sai do nosso bolso, vai para o Tesouro Nacional e, depois, ao caixa dos partidos…
Visão dos bastidores
O senador norte-americano John Randolph, que viveu de 1773 a 1833, foi autor da frase que segue atual: “O mais delicioso dos privilégios é mesmo gastar o dinheiro dos outros.”
Quem impulsiona
Das 2 milhões e 700 mil novas vagas de empregos criadas em 2021, cerca de 78% foram em micro e pequenas empresas. É o que aponta o Sebrae, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados Os pequenos negócios garantiram 2 milhões e 100 mil postos de trabalho no ano passado. As médias e grandes empresas fecharam o ano com saldo positivo de 505 mil novos empregos.
Se quiserem resolver o problema
A Organização Internacional do Trabalho, em relatório divulgado semana passada, declarou que “a taxa de desemprego na América Latina está ligada a jovens sem perspectiva”. Em relação ao Brasil, o grave problema deve ser enfrentado por cada uma das 5.568 prefeituras do país. O ensino profissionalizante precisa se tornar prioridade. Não adianta o aluno frequentar escolas por 10, 12 ou 14 anos e sair sem uma qualificação para o mercado de trabalho.
O que precisa mudar
Avaliação de Charles Holland, conselheiro da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade: “A formação educacional no Brasil é predominantemente acadêmica, distante do mundo real e das necessidades no trabalho. Não estamos preparando pessoas para atender à demanda do mercado de trabalho.”
Há exemplos
Segue Holland: “Com raras exceções, o ensino do primário até a pós-graduação é de somente algumas horas de aulas presenciais, de manhã, à tarde ou à noite. Todos os países desenvolvidos e com pretensões de serem desenvolvidos exigem dedicação em tempo integral e focam mais o ensino prático para uso nos empregos.” Faltou acrescentar: sem ideologização nas salas de aula.
Em duas rodas
O crescimento da entrega de produtos a domicílio, durante a pandemia, fez aumentar a procura pelo aluguel de motos no país. Levantamento da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis mostra que, em 2021, ocorreu a maior compra anual da história do setor: 19 mil e 393 motos. A frota agora é de 46 mil e 480.


