Após o anúncio oficial de Alexander “Cacique” Medina como novo técnico do Inter, o executivo de futebol Paulo Bracks e o vice de futebol Emilio Papaléo Zin concederam entrevista coletiva em que detalharam o processo de contratação do novo treinador. Eles reconheceram que também tentaram o português Paulo Sousa, mas rebateram as críticas feitas quanto à demora na escolha do novo profissional.

“O tempo de fazer as coisas é o nosso. A satisfação que temos que dar é para nosso torcedor e associado. Uma coisa é contratar um técnico que está livre no mercado, outra um que possui vínculo com seu clube. O Cacique Medina se desvinculou do Talleres no dia 23 de dezembro, e nós estamos anunciando-o no dia 27, quatro dias depois”, ponderou Papaléo.

Bracks deu mais detalhes sobre as idas e vindas da negociação. “Dos nomes estudados saíram dois, e ambos empregados. A cautela na sondagem, na conversa nos fez direcionar ao Medina. Iniciamos uma negociação, que travou por diversos motivos. Avançamos então por um segundo nome [Paulo Sousa], até que houve uma palavra que nos fez retirar do negócio: ‘leilão’. Retornamos ao nosso alvo, e houve uma flexibilização dentro da negociação, que concretizamos com a definição de não renovação de Medina e sua comissão técnica no Talleres”, explicou o executivo de futebol colorado.

Questionado sobre as mudanças que serão feitas no elenco para se adaptar à filosofia do novo treinador, Bracks admitiu a necessidade de contratar pontas. “Dentre as lacunas que temos no elenco está sim o ataque pela ponta, a extrema. Se houver oportunidade, vamos fazer mais de uma contratação nesta posição, para atender não só à comissão, mas aos nossos anseios. Acreditamos que a base, a espinha desse elenco se encaixa perfeitamente no modelo de jogo do Medina, comparando principalmente com a ação dele no Talleres”, avaliou.

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