Zagueiro concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira (24) no CT Presidente Luiz Carvalho. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Um dos fatores decisivos para a vitória do Grêmio no Gre-Nal 439 foi o esquema tático utilizado por Renato Portaluppi, com três zagueiros. Um deles, Bruno Uvini, falou sobre a evolução desse sistema, que não tinha funcionado tão bem anteriormente, em especial na derrota por 4 a 1 para o Palmeiras. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (24), no CT Presidente Luiz Carvalho, outros assuntos também foram abordados pelo experiente defensor. Confira os principais trechos:

Gols sofridos nos últimos jogos

“Nos últimos jogos a gente acabou [levando gols] um pouco mais do que o normal. Até então vínhamos como uma das melhores defesas do Brasil no ano. O trabalho vem sendo bem feito. Foram alguns detalhes de alguns jogos, que podem acontecer com qualquer clube. Só que o trabalho defensivo com o professor é muito sério desde o início do ano. A gente trabalha bastante a linha defensiva ali. Principalmente na preleção, ele passa muitos detalhes defensivos que acontecem com outros clubes para a gente observar e não deixar acontecer conosco.”

Gramado sintético no jogo contra o Athletico-PR

“Normal que a equipe da casa, que joga sempre ali, esteja um pouco mais adaptada a essa questão do gramado. É um pouco de vantagem para o time local. Porém, todo mundo aqui já teve oportunidade [de jogar em gramado sintético] – minha estreia no Grêmio foi no sintético do São José. É bastante difícil jogar, só que tem que superar. Não tem como escolher. Estamos vendo também por aí muitos gramados de estádios do Brasil de grama natural, em não boas condições. Também tem que superar essa dificuldade e tentar vencer. Não tem como usar como desculpa.”

Evolução do esquema com três zagueiros

“É um pouco natural que você fique um pouco mais à vontade com o passar dos jogos. O Palmeiras tinha sido o segundo jogo que a gente jogou neste esquema. Agora já foi o terceiro. É natural que nas primeiras vezes apareça um ou outro defeito. E depois, corrigindo isso com nossos próprios erros, é normal que agora apareça melhor e vá encaixando a marcação. Realmente ficou mais à vontade essa tática nesse jogo [Gre-Nal].”

Não deixar o Gre-Nal ser exceção

“É claro que tem o fator emocional de um clássico. Todo mundo sabe que tira um pouco mais fora. Agora é nosso desafio e nossa obrigação continuar com essa vontade, digamos assim, que existiu no Gre-Nal. Porém, é óbvio que te dá mais confiança quando você consegue fazer um bom jogo e ganhar do seu rival. Você encontra o caminho. Agora, o nosso próximo desafio é manter esse caminho.”

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