O clima é de tensão. Após declaração de guerra entre a Rússia, os jogadores brasileiros que atuam no país pedem ajuda do governo para sair da Ucrânia. Diversos atletas utilizaram as suas redes sociais para pedir socorro.

Os jogadores que atuam no Shakhtar e no Dínamo de Kiev estão em um hotel acompanhado de suas famílias. “Estamos aqui pedindo a ajuda de vocês para promover esse vídeo por conta da falta de combustível na cidade, fronteira fechada, espaço aéreo fechado, então não tem como sairmos. A gente pede muito apoio ao Governo do Brasil, que possa nos ajudar e espero que vocês possam nos ajudar a promover esse vídeo e alcançar o maior número de pessoas possíveis”, disse o zagueiro Marlon, no vídeo publicado.

 

Em outro relato, o trio de brasileiros que atua no Zorya também usou as redes sociais para fazer um apelo. As fronteiras estão fechadas, o espaço aéreo não está operando mais. Peço a ajuda de vocês para que o vídeo possa chegar nas autoridades brasileiras e na embaixada da Ucrânia também”, relatou Juninho. 

 

De acordo com o Transfermarkt, são 30 brasileiros atuando na elite ucraniana. O campeonato local foi suspenso. Em comunicado no site oficial, a organização do torneio atribuiu a decisão à lei marcial imposta na Ucrânia. 

O Itamaraty já se pronunciou através de nota e não entrou em detalhes sobre como poderá ajudar os brasileiros que moram no local: O Governo brasileiro acompanha com grave preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia. O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil. Como membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil permanece engajado nas discussões multilaterais com vistas a uma solução pacífica, em linha com a tradição diplomática brasileira e na defesa de soluções orientadas pela Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, sobretudo os princípios da não intervenção, da soberania e integridade territorial dos Estados e da solução pacífica das controvérsias.”

Foto: reprodução/internet

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