Após um primeiro tempo muito ruim contra o Ituano, Roger voltou do vestiário com uma proposta bem diferente que pareceu melhorar o time. O técnico montou o Grêmio em um 4-4-2, com Elkeson e Diego Souza como dupla de ataque. 

A mexida no time surpreendeu a muitos. A verdade é que hoje o time do Grêmio tem no “DNA” uma forma enraizada de jogar, moldada inicialmente com Roger em sua primeira passagem, mas que ficou marcada e eternizada pelo 4-2-3-1 de Renato Portaluppi. Desde então, o time mudou muito, claro, mas algumas coisas continuaram como tendências na forma de atacar e defender.

Uma delas é o uso de pontas. O ataque do Tricolor vem de anos utilizando jogadores de beirada ofensivos para dar profundidade ao ataque, tanto que é uma das posições onde o time está melhor servido de jogadores para temporada (Biel, Campaz, Elias, Janderson, Ferreira). Agora, talvez eles tenham que se acostumar a atuar em uma nova função, de meio-campo ofensivo.

Isso porque Roger admitiu ter gostado da ideia de montar o Grêmio desta forma. A última vez que o Grêmio teve no “DNA” o 4-4-2 em linha como padrão de jogo, foi no início da década de 2010. Na época, técnicos como Caio Júnior em 2012 e Vanderlei Luxemburgo em 2013 utilizaram da formação, influenciando até Renato em sua primeira passagem. Na ocasião, o ídolo gremista adaptou alguns jogos para o 4-4-2 losango, que pode ser apontado como uma versão inicial das suas ideias utilizadas na formação de 2016/17.

Não é definitivo que Roger utilizará essa estrutura, por mais que tenha gostado. O técnico enfrenta alguns problemas, como a condição física do que seria a dupla de ataque. Elkeson e Diego Souza não apresentam condições de atuar os 90 minutos, levantando o questionamento sobre como e por quanto tempo Roger conseguiria testar a formação. Questão que pode ser respondida ainda hoje, quando Grêmio recebe o Criciúma às 19h, pela oitava rodada da Série B.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

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