Luiz Felipe Scolari não é mais técnico do Grêmio. A decisão, feita em comum acordo, foi anunciada pelo clube no início da madrugada desta segunda-feira, após uma reunião na noite de domingo, em São Paulo, depois da derrota de 1 x 0 para o Santos, na Vila Belmiro.
Felipão deixa o clube com os auxiliares Carlos Pracidelli e Paulo Turra e preparador físico Anselmo Sbragia. O resultado da partida agravou ainda mais a situação do tricolor na tabela e aumentou o clima de tensão. O time estacionou no Z4, na 19ª colocação, com 23 pontos. São quatro jogos sem vitória, com três derrotas e um empate.
Em entrevista coletiva após a partida, o presidente Romildo Bolzan Jr já não tinha assegurado a permanência do técnico no comando da equipe, alegando que não era o momento para falar sobre a questão:
“Nós acabamos de fechar a roda do vestiário. Por mais que seja uma boa matéria, uma boa pauta jornalística, não é o momento de falar disso. Nós estamos triste, estamos machucados.”, justificou Romildo.
Felipão assumiu o Grêmio em 07 de julho, quando Tiago Nunes havia deixado a equipe. Na sua quarta passagem pelo clube, o técnico teve 21 partidas,nove vitórias, três empates e nove derrotas – 47,6% de aproveitamento. Marcando 22 gols e sofrendo 23.
Na nota, o clube ressaltou que no último mês o ídolo entrou para calçada da fama gremista, e agradeceu ao técnico pelo comprometimento e respeito de Scolari e sua equipe com a instituição durante o período de trabalho. De acordo com o texto ainda, “Luiz Felipe deixa registrado o seu agradecimento ao Grêmio: ‘e continuarei sendo gremista, como sempre fui e sempre serei’.”
Agora quem comanda a equipe contra o Fortaleza, na quarta-feira, às 20h30, no Castelão, é o técnico Thiago Gomes, auxiliar técnico permanente do Grêmio.
Crédito foto: Lucas Uebel/Grêmio


