Em 2014, a morte de Bernardo Boldrini, de 11 anos, ganhou repercussão em todo o Brasil. De acordo com as investigações, o menino foi assassinado no dia 4 de abril, e teve a participação do pai, o médico Leandro Boldrini, da madrasta Graciele Ugulini, além de um casal de amigos da família como autores.

Quase cinco anos depois, na próxima segunda-feira (11), os quatro reús irão a julgamento, no Tribunal do Júri de Três Passos. Segundo o Ministério Público, a expectativa é que todos sejam condenados a pena máxima.

O MP sustenta que Leandro Boldrini cometeu homicídio quadruplamente qualificado, com ocultação de cadáver. Ele também é acusado de falsidade ideológica, já que dois dias após o crime, registrou um boletim de ocorrência, afirmando que o filho havia desaparecido. Graciele Ugulini também responderá por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver triplamente agravada.

Já a amiga Edelvânia Wirganovicz é ré por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver triplamente agravada. O último réu, seu irmão, Evandro Wirganovicz, é acusado de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver triplamente agravada.

A denúncia afirma que a madrasta viajou com o menino de Três Passo para Frederico Westphalen e injetou midazolam em Bernardo no caminho. No destino, encontraram Edelvânia com quem foram a um local onde uma cova já havia sido aberta. Edelvânia ainda aplicou uma injeção de midazolam, que levou o garoto a morte.

Para o MP, Leandro Boldrini teve amplo domínio do fato e participou de todas as etapas do crime.

 

Foto: Reprodução/ Facebook