Foto: José Cruz/Agência Brasil

Apenas 5,6% das pessoas com deficiência com 25 anos ou mais concluem a educação básica, englobando os ensinos fundamental e médio. A informação foi revelada por um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (07). Os dados referem-se ao terceiro trimestre de 2022.

Em contraste, o percentual de pessoas sem deficiência que concluem a educação básica é de 57,3%. Quando analisamos separadamente o sexo, observa-se que 26,5% das mulheres com deficiência encerram a etapa educacional, um número superior aos 24,4% dos homens.

A pesquisa também aponta que a quantidade de alunos com deficiência que se encontram na série adequada para a sua idade é menor em comparação aos que não possuem deficiência, em todas as etapas escolares. Embora a discrepância seja menor no primeiro ciclo do ensino fundamental, com percentuais de 89,3% e 93,9%, ela aumenta progressivamente ao longo do tempo. No ensino médio, por exemplo, apenas 54,4% dos alunos com deficiência estão na série correta, enquanto entre os sem deficiência, esse número é de 70,3%.

A pesquisa também revela que a taxa de analfabetismo é quase cinco vezes maior entre as pessoas com deficiência, atingindo 19,5%, em comparação aos 4,1% entre aqueles sem deficiência.

Para a pesquisa, foram considerados oito tipos de dificuldades, como problemas de visão, audição, comunicação, locomoção, manipulação de objetos, aprendizagem, memória e cuidados pessoais.

De acordo com a pesquisa, aproximadamente 18,6 milhões de pessoas, ou 8,9% da população brasileira com dois anos ou mais de idade, declaram ter algum tipo de deficiência. Entre as mulheres, esse número chega a 10%, enquanto entre os homens é de 7,7%. A região Nordeste se destaca, apresentando uma proporção de 10,3%, sendo a única região com um percentual divergente da média nacional.

As deficiências mais comumente relatadas são dificuldades de locomoção (3,6%), problemas de visão (3,1%) e dificuldades de aprendizagem ou memória (2,6%). Dos entrevistados, 5,5% declaram ter apenas uma deficiência, enquanto 3,4% afirmam possuir duas ou mais deficiências.

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