Arthur tem três anos e quatro meses de idade. É o temporão de Cristiane e Alex, irmão mais novo de Shirlei. O caçula mora com a família no bairro Ipiranga, em Gravataí. Mas desde que nasceu, ele luta pela vida.

Com paralisia cerebral grave, o menino enfrenta muitas limitações, não consegue dobrar as perninhas, pois tem displasia de fêmur, escoliose e cifose. Ele também não consegue piscar os olhinhos, o que gerou uma úlcera severa na córnea direita e uma infecção que até o momento não foi vencida.

“Quando toma o antibiótico, ele melhora. Mas pouco depois que o tratamento, já fica ruim de novo”, conta a mãe. Cristiane revela que neste momento a principal luta é para que não seja necessário retirar os olhinhos da criança.

O pediatra desaconselhou a internação, pois com a imunidade baixa, o quadro da criança pode piorar, com outras doenças e bactérias. No entanto, em casa, ele precisa de ventilação mecânica 24 horas por dia, precisa ser aspirado diariamente.

Entre medicamentos, consultas médicas e equipamentos, Cristiane calcula que a família precisa dispor um valor médio de R$3 mil por mês. Uma soma pesada para o casal. A mãe é manicure, mas também vende lingerie e doces para completar a renda. Alex trabalha em uma lavagem de carros.

Enquanto luta na Justiça para que o Estado assuma o home care (tratamento em casa), a família conta com a solidariedade de amigos e conhecidos para conseguir pagar os custos do tratamento.

Buscando recursos, no sábado (26), a família e amigos farão um “pedágio solidário”, próximo à Loja Taqui, no Centro de Gravataí. Entre às 9h e às 18h, estarão pedindo a colaboração de pedestres e motoristas. Além das contribuições espontâneas, quem quiser também pode levar para casa uma camiseta, que estará à venda por R$30.

Outra opção para aqueles que têm interesse em colaborar é a doação direto na conta, confira os dados:

Banco: Caixa

Agência: 3451

Operação 013

conta poupança 15177-0

Arthur Galvão Porcino

CPF: 051572480-75

Foto: Arquivo Pessoal

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