
Nesta quinta-feira (20), às 13h, terá início o julgamento dos três policiais acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pelos crimes de ocultação de cadáver, falsidade ideológica e homicídio doloso triplamente qualificado no caso Gabriel Marques Cavalheiro. O jovem de 18 anos foi morto em 12 de agosto de 2022, na cidade de São Gabriel. O julgamento ocorrerá no Tribunal de Justiça Militar, localizado na Av. Praia de Belas, 799, em Porto Alegre.
De acordo com a denúncia apresentada pelo MPRS, os três policiais militares, em ação conjunta, ocultaram o corpo de Gabriel ao levá-lo para o interior do município e escondê-lo em um açude. Além disso, os denunciados registraram informações falsas no boletim de ocorrência, alegando que a guarnição havia abordado Gabriel sem maiores problemas, orientando-o e liberando-o, quando na verdade ele havia sido agredido, algemado, preso e colocado dentro da viatura pelos policiais.
O promotor de Justiça Luiz Eduardo de Oliveira Azevedo atuará em nome do MPRS durante o julgamento na Justiça Militar. Ele ressaltou que os crimes foram cometidos em conjunto, desde o planejamento até a execução, com o objetivo de garantir a impunidade dos acusados pela morte de Gabriel. Além disso, os ilícitos foram praticados pelos policiais militares em serviço, o que configura uma violação dos deveres inerentes aos cargos ocupados pelos réus.
Já na Justiça comum, a promotora de Justiça Lisiane Villagrande Veríssimo da Fonseca denunciou os três policiais pelo crime de homicídio doloso triplamente qualificado. Segundo a denúncia, os acusados abordaram a vítima durante um patrulhamento ostensivo, algemaram-no e o agrediram brutalmente com golpes de cassetete na região do pescoço. Em seguida, os denunciados transportaram Gabriel no interior da viatura até a localidade do Lava Pé, onde ocultaram seu corpo.
O julgamento dos réus pelo crime de homicídio doloso triplamente qualificado será realizado pelo Tribunal do Júri em São Gabriel, onde ocorreram os fatos.
O depoimento dos réus está marcado para esta quarta-feira, dia 19 de julho, e o desfecho do julgamento será acompanhado de perto pela população, que espera por um desfecho justo e imparcial diante dos graves crimes cometidos pelos policiais.


