O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), entidade que atua há mais de oitenta anos na representação da categoria, defende que a prescrição de medicamentos contra Covid-19 para tratamentos preventivos deve ser uma escolha individual dos médicos.

Em entrevista ao programa Portal RDC (17), o presidente do Simers, Marcelo Matias, afirmou que a categoria médica está dividida entre apoiar o chamado tratamento precoce, sem eficácia científica comprovada, e demais tratamentos utilizados no combate ao vírus.

“O Simers tem uma posição muito clara, que é a posição a autonomia do médico. Nós sabemos que há uma forte divergência dentro da categoria médica, com uma parte favorável e uma parte contrária, e essas partes são grandes. A gente pesquisou e é algo como, mais ou menos, 60% a 30%. Fica muito difícil o Simers ter uma posição científica, até porque não é uma entidade científica. Então, nossa postura é bem simples. Defendemos a autonomia do médico para executar junto com seu paciente a melhor opção terapêutica”, disse Matias.

O presidente do Simers, que é ginecologista e obstetra, ressaltou que o sindicato respeita a atuação de cada profissional e que repudia casos de intimidação na comunidade médica, como já registrado em algumas cidades gaúchas. Hoje, o Simers conta com mais de 15 mil associados.

“Temos, em pelo menos três cidades do Rio Grande do Sul, médicos sendo ameaçados de demissão e sendo coagidos a fazer prescrições de medicamentos que eles julgam e têm bases científicas para não fazer”, explicou Matias. “Isso é inaceitável. Não existe medicina de qualidade no mundo que não tenha médicos livres. Não existe nenhuma sociedade saudável no mundo em que a autonomia do profissional não seja respeitada”.

Confira a entrevista: 

 

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