Ex-presidente argentino e atual senador da província de La Rioja, Carlos Menem, morreu na manhã deste domingo (14), aos 90 anos. Ele estava hospitalizado em uma clínica de Buenos Aires com infecção urinária. Além deste problema, o político também lutava contra problemas cardíacos.
Menem foi a pessoa que durante mais tempo esteve
à frente do país argentino de forma ininterrupta. Ele foi presidente de 1989 a 1999 e sempre priorizou uma política de privatização e a abertura às importações.
Bastante ativo na política do país vizinho, ele chegou a participar das primeiras reuniões virtuais do Senado argentino em meio à pandemia da Covid-19. No entanto, em junho do ano passado, foi acometido por uma pneumonia, que foi agravada pelos problemas de diabetes.
Inicialmente, o ex-presidente chegou a ser internado no Instituto Argentino de Diagnóstico (IADT), mas precisou ser transferido para o Sanatório Los Arcos posteriormente para fazer um check-up de próstata. Lá foi diagnosticado com uma infecção urinária, que foi agravada por seus problemas cardíacos. Ele foi induzido ao coma na véspera de Natal ao apresentar insuficiência renal. Menem chegou a despertar do coma, mas acabou falecendo.
Em 2019, Menem foi condenado a três anos e nove meses de prisão por fraude na venda de um imóvel na década de 1990. Segundo a Suprema Corte, o ex-presidente desviou recursos públicos na transação comercial. Para ser preso, no entanto, ele deveria ser condenado também pelo Senado, o que não ocorreu.
Foto: Juan Mabromata/AFP


