De acordo com o boletim InfoGripe divulgado hoje (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a média móvel semanal de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) cresceu 39,5% entre a primeira e a última semana do mês de maio. Foram registrados no país 7,7 mil casos da síndrome no intervalo entre 29 de maio e 4 de junho.
Ainda segundo o que informa a Fiocruz, se for considerada somente a população adulta, a partir dos 18 anos, estima-se que o crescimento tenha sido de aproximadamente 89%. Entre o público infantil, os casos mantém uma estabilidade no patamar considerado alto e continuam mais associados ao vírus sincicial respiratório (VSR).
O estudo aponta que o SARS-Cov-2 está retomando espaço em meio aos casos de síndrome respiratória na população. No fim do mês de abril, a covid-19 respondia por 41,2% das síndromes respiratórias graves com positivo para algum tipo de vírus. Em comparação, na última semana de maio o percentual atingiu 69%. Se forem considerados apenas os óbitos por SRAG viral, 92,22% foram causados pelo SAR-CoV-2.
Com exceção de Tocantins, Ceará e Pernambuco, o boletim aponta que, nas últimas seis semanas, há tendência de crescimento nas unidades da federação. Com relação ao Rio Grande do Sul, os pesquisadores acrescentam que tem se observado uma crescente nos casos positivos para Influenza em diversas faixas etárias.
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