O Ministério da Defesa (MD), por meio da Força Aérea Brasileira (FAB), iniciou hoje (18) a distribuição da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac. Os aviões da FAB devem encaminhar 22 toneladas de carga para 11 capitais do Brasil.
O carregamento corresponde a 132 m³ e representa 1/3 de todo esforço logístico previsto para o abastecimento dos estados.
As principais aeronaves utilizadas são o KC-390 Millennium, o C-130 (Hércules), o C-97 (Brasília) e o C-105 (Amazonas), que devem transportar o imunizante para os seguintes estados: Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Amapá, Piauí, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal.
Os aviões da FAB seguirão as seguintes rotas: o C-130 (Hércules) irá para Guarulhos-SP, Brasília-DF, Manaus-AM, Boa Vista-RR, Porto Velho-RO e Rio Branco-AC. Duas aeronaves C-97 (Brasília) decolarão de Manaus, respectivamente, para Macapá-AP e para Tabatinga-AM.
Já o KC-390 Millennium seguirá de Guarulhos-SP para Goiânia-GO, Teresina-PI e Fortaleza-CE. Enquanto o C-105 (Amazonas) passará por Florianópolis-SC e Campo Grande-MS, saindo de Guarulhos-SP.
A vacinação nacional foi antecipada para esta segunda-feira, a partir das 17h. Segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em reunião com governadores no Centro de Distribuição Logística do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP), realizada nesta manhã, todos os estados devem receber o imunizante até o final da tarde.
“Vacina é do Brasil”, diz Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou hoje que a “vacina é do Brasil” e “não é de governador, não”. A fala foi dita após o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, criticar o posicionamento do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de iniciar a vacinação contra Covid-19 ainda no domingo.
Após a aprovação da Anvisa, o governo de São Paulo aplicou a primeira dose da CoronaVac na enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, trabalhadora da linha de frente contra a pandemia. Em resposta, Pazuello disse que a ação está “em desacordo com a lei” por começar antes do início do Plano Nacional de Vacinação.
Foto: Centro de Comunicação Social da Aeronáutica/Ministério da Saúde


