| Redação RDC TV |

A jovem carioca Raquel Silva Rosa, 19 anos, conquistou o 1º lugar na graduação de 3° sargento pela Escola de Sargentos de Logística (EsSLog). Com o êxito, Raquel foi homenageada na cerimônia de formatura pelo Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, que concedeu as medalhas “Caxias Distinção Militar”, como reconhecimento pelo esforço e dedicação, e “Marechal Hermes – Aplicação e Estudo”, oferecida aos primeiros colocados de cada especialidade.

Junto com ela, 401 mil alunos da Turma 150 Anos da Campanha da Tríplice Aliança alcançaram o posto.

Em entrevista ao programa Cruzando as Conversas (15), a militar disse que a graduação é a concretização de um sonho de longa data, que nasceu por influência familiar. “Tenho um avô que participou da Segunda Guerra Mundial pela Força Expedicionária Brasileira (FEB). Foi uma honra para a família meu avô ter sido um vencedor. Ele foi minha inspiração, tenho orgulho do meu avô”, justificou a sargento que pertence ao Quadro de Músicos.

“Sempre pensei que quando eu terminasse o Ensino Médio precisaria ter uma profissão. A minha mãe me inspirou a fazer a prova. Meus pais pegaram o meu sonho para eles e me apoiaram em tudo”, explicou Raquel.

Ao longo da formação, a jovem conta que passou por um árduo processo de estudo, no qual concorreu com 100 mil inscritos na fase admissional. “O concurso em si, que é o concurso de admissão, na minha época, tinha quase 100 mil inscritos, em uma base de 85 candidatos por vaga. Era uma concorrência muito grande”, detalhou. 

Raquel destacou que o período no Exército foi essencial para desenvolver valores profissionais e pessoais. “O concurso tem uma certa exigência nos estudos, dedicação e disciplina. Às vezes, você quer fazer uma coisa que é para o seu bem naquele momento e tem que abrir mão daquilo para estudar e conquistar algo maior, conquistar um sonho”, indicou. “É uma trajetória difícil, árdua e que exige muito sacrifício. Existem muitas coisas que a gente convive nesse momento. Confesso que eu já pensei em desistir, sim, mas eu sempre pensei na minha vida. Eu sempre pedi a Deus um sonho, e eu pedi para ser sargento. Então, quando eu pensava em desistir, eu pensava ‘eu só paro quando me tornar sargento do Exército Brasileiro’”, alegou a militar.

Também participaram do programa o coronel do Comando Militar Sul, Géder Távora Said, e o coronel da reserva, Antonio Augusto Brisolla de Moura.

A edição dessa terça-feira do Cruzando as Conversas discutiu valores da cultura militar e meritocracia no Exército Brasileiro. Durante o programa, os convidados destacaram como a postura adotada por militares incide na manutenção de valores e na preservação de costumes. 

Para Antonio Augusto Brisolla de Moura, hierarquia, disciplina e meritocracia são pilares defendidos pelo Exército e aplicados na sociedade. “As grandes nações foram forjadas através do Exército. Para defender um território, nós temos que ter homens capazes, qualificados para defender um território. No caso do Brasil nem se fala, pela sua dimensão, que é quase um país continental”, disse. 

Já para Géder Távora Said, os valores aprendidos também resultam em oportunidades de qualificação profissional. “Existem várias formas de ingresso no Exército. A mais básica é quando o jovem completa 18 anos e vai cumprir o seu período obrigatório. Para o jovem  que se alista, durante o seu período no Exército, que pode ser de um a oito anos, ele tem uma série de oportunidades de aprender valores. O que as pessoas estão reivindicando não é a volta dos militares, é a volta dos valores, como hierarquia, disciplina e meritocracia”, ressaltou. 

“O Exército tem alguns programas que esse militar potencial tem a oportunidade de aprender. Ao término do período temporário, ele vai ter uma qualificação para poder ir para a sociedade, entre os valores que ele carrega e uma profissão que ele vai aprender dentro da reserva”, sintetizou Said. 

Foto: Divulgação/Ministério da Defesa

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