| Redação RDC TV |
Uma facção que se infiltrava em condomínios populares em Canoas e que chegou, até mesmo, a sequestrar a familiar de um policial militar. Essas foram as motivações da megaoperação Cativeiro, deflagrada nesta terça-feira (3), em cinco municípios gaúchos. A ação ocorreu em conjunto entre Polícia Civil, Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE) e da Guarda Municipal de Canoas.
A operação contou com 500 (quinhentos) agentes de segurança. Sendo 290 (duzentos e noventa) policiais civis, 160 (cento e sessenta) policiais militares, 30 (trinta) guardas municipais e 20 (vinte) agentes da SUSEPE.
Canoas, Porto Alegre, Cachoeirinha, Pelotas e Charqueadas tinham pessoas envolvidas nos crimes de extorsão mediante sequestro e organização criminosa. Foram expedidos 60 mandados de busca e apreensão e nove prisões preventivas. Ao total, seis pessoas foram presas e armamento foi apreendido, como duas armas, munições, drogas, miguelitos, colete balístico, balaclava e um rádio comunicador.
O caso
De acordo com a Polícia Civil, as investigações iniciaram quando uma organização criminosa se infiltrou em dois condomínios do programa Minha Casa Minha Vida no município de Canoas expulsando os moradores e ameaçando-as para conseguirem praticar o tráfico de drogas.
Como as ações policiais nos condomínios para coibir a ação da organização criminosa estavam causando prejuízo, a facção sequestrou a mãe da companheira de um policial militar com o intuito de obter dados do policial.
Após apuração de depoimentos e acesso a conversas, foi constatado que os comandos eram dados de dentro do presídio.


