O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, cumpriu agenda em Porto Alegre nessa quinta-feira (08) e visitou a equipe de pesquisa da vacina Janssen, no Grupo Hospitalar Conceição (GHC). O imunizante, aprovado em março pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial, é de dose única e tem contrato inicial de 38 milhões de doses da fabricante. O titular do Ministério da Saúde também esteve no Instituto Cardiologia, no Hospital Nossa Senhora da Conceição e no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Queiroga defendeu uma reaproximação com a sociedade científica, a academia e os médicos assistenciais, a fim de frisar medidas de enfrentamento contra a Covid-19. “A vacina é uma delas. Não é hora de aprofundarmos divergências, mas buscarmos convergências”. O ministro também destacou cuidados de prevenção coletiva, como uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social.

Em pronunciamento, reconheceu a falta de vacinas neste momento e o risco de falta do insumo farmacêutico ativo (IFA). Segundo o ministro, a Fiocruz deve importar um novo quantitativo do produto, além de ter capacidade própria de produzir o IFA “em breve”. Ele também frisou que a vacinação deve ser uma prioridade de combate à pandemia. “A gente tem que se unir e a vacina é a nossa prioridade, nós vamos vencer a pandemia”, enfatizou.

Queiroga anunciou que o Ministério da Saúde deve enviar mais 30,9 milhões de doses da vacina CoronaVac neste mês. “No mês de abril, nós temos assegurados 30,5 milhões de doses de vacina. Isso garante o compromisso que eu fiz no início da gestão, que teremos 1 milhão de brasileiros vacinados todos os dias”, garantiu.

Em reunião junto com o ministro da Saúde e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), o governador Eduardo Leite (PSDB) pediu a antecipação da vacinação de professores no Plano Nacional de Imunização (PNI). Nesta semana, o Rio Grande do Sul pediu autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para retomar as aulas presenciais da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Na ocasião, o governador entregou ao ministro uma solicitação de envio de novos equipamentos para o Estado, sendo 100 monitores cardíacos, 100 respiradores beira-leito, 100 respiradores de transporte e 400 bombas de infusão.

“O ministro deixou claro o esforço que tem sido feito para viabilizar outras doses de vacinas, inclusive de outras empresas, e para garantir as condições de produção do IFA (insumo para a vacina) no Brasil, tornando o país menos suscetível à disponibilidade do insumo no mercado internacional”, explicou Leite. Parte das 30,9 milhões de doses enviadas devem ser destinadas à segunda aplicação, completando a imunização de grupos prioritários.

Em relação ao projeto de lei aprovado na Câmara, que autoriza a compra de vacinas pela iniciativa privada, o ministro alegou que respeita as decisões tomadas pelo Legislativo, indicando que as empresas podem contribuir para o aceleramento do processo de imunização.

“Uma vez há lei, cumpra-se. Nós temos que implementar um programa público de vacinação. Se houver o apoio da iniciativa privada, melhor, nós temos capacidade de acelerar esta vacinação”, disse.

Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

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