
Foto: Fabiano Dallazen/Divulgação
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou em 7 de julho um líder religioso acusado de crimes sexuais ocorridos em 2015 e 2017. Os incidentes teriam acontecido em um hospital na capital e em duas residências, uma delas situada no Bairro Passo D’Areia e outra em Cidreira.
As acusações englobam estupro contra pessoa vulnerável, violação sexual mediante fraude e importunação sexual. Além disso, a esposa do acusado também enfrenta denúncia por suposta participação em um caso de importunação sexual em 2015. As vítimas são duas mulheres que buscaram orientação espiritual junto ao casal religioso.
O promotor de Justiça José Nilton Costa de Souza detalhou os eventos perturbadores. Em julho de 2017, o líder religioso é acusado de ter tocado partes íntimas de uma das vítimas, que estava hospitalizada e debilitada devido a um tratamento contra câncer de estômago. Ele teria atraído a vítima sob o pretexto de administrar um “passe” espiritual e, aproveitando-se de sua vulnerabilidade, teria cometido o crime. No mesmo ano, teria novamente abusado da mesma vítima, convidando-a para sua residência com a promessa de tratamento espiritual.
Antes desses incidentes, em 2015, na residência do acusado em Cidreira, ele é acusado de tocar nas nádegas de outra vítima, com a participação de sua esposa. A vítima, perturbada com a ação inadequada, teve que lidar com a justificativa dada pela esposa do líder religioso, que descreveu o comportamento como uma “brincadeira de mau gosto”.
O MPRS solicitou a prisão preventiva do líder religioso, porém o pedido foi negado, levando o Ministério Público a recorrer da decisão. O processo corre sob sigilo judicial para proteger a privacidade das partes envolvidas.


